Testamos o comportamento do Chery QQ no dia a dia
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sábado, 21 de maio de 2011
Wilhan Santin <br> Reportagem Local 
Um dos carros que mais aguçou a curiosidade de consumidores nos últimos meses, o compacto QQ - na China pronuncia-se ''Quiu-Quiu'' - finalmente chegou às concessionárias da Chery no Paraná. Equipado de série com ar-condicionado, direção hidráulica, duplo air bag, trio elétrico e quatro portas, o carro chinês tem preço sugerido pela montadora de R$ 22.990. Só não é o mais barato do País porque a Fiat reduziu o preço do Mille Fire Economy, que agora sai por R$ 22.390, porém sem nenhum dos atrativos itens de série do QQ.
Mas como se comporta a novidade no uso do dia a dia? Para responder à pergunta, durante três dias testamos um QQ cedido pela concessionária Chery Hong Kong, de Londrina.
O compacto começa a chamar a atenção no visual externo. A parte frontal, com grandes faróis redondos e um sorriso que se forma entre a tampa do capô e o para-choque servem para justificar o nome do carro, que, em Chinês, siginifica ''fofo''. As cores disponíveis são prata, preto, azul, branco, verde, vermelho e amarelo. Nota positiva para as luzes de neblina, dianteiras e traseiras. O ponto negativo fica para a tampa do capô, que não se encaixava muito bem no exemplar que testamos.
Por dentro, o acabamento é simples, mas confortável. Não percebemos grandes falhas, apenas o porta-luvas não se encaixa muito bem ao fechar. Vale dizer que três pessoas no banco traseiro acomodam-se com muito aperto, apesar de a Chery dizer que o carro é para cinco ocupantes. O painel digital, com velocímetro, conta-giros, marcador de combustível e de temperatura do motor dá modernidade; contudo algumas vezes não parece muito fiel, ora apontando que o tanque ainda tem um quarto de combustível, ora dizendo que é preciso chegar com urgência a um posto para reabastecer.
Nas ruas da cidade, o QQ é confortável para o motorista. Com 23 centímetros a menos de comprimento que o Celta e 14 cm mais curto que o Mille, cabe em pequenas vagas. Na largura, o QQ é 13 cm menor que o concorrente da Chevrolet e 5 cm mais estreito em relação ao rival da Fiat.
O motor a gasolina de 1.1l e 68 cavalos atende muito bem no trecho urbano, mostrando-se esperto. O câmbio, que é molenga, chama a atenção.
No entanto, o verdadeiro ''calcanhar de Aquiles'' do QQ é a estabilidade. Na estrada, a mais de 90 km/h é preciso que o motorista mantenha os braços firmes, pois o compacto começa a balançar. Não dá para esperar outra coisa de um veículo que é quase um quadrado, com 1,48m de altura por 1,49m de largura e dotado de rodas com aro de 13 polegadas. As curvas devem ser contornadas com cuidado.
Em outras palavras, pode se dizer que é muito bom andar no truncado trânsito urbano com os vidros fechados, ar ligado e uma boa música no som pagando pouco. Mas para quem precisa viajar com certa frequência, é melhor investir em um Mille ''pelado''.
O primeiro lote, de oito veículos, que chegou para a concessionária de Londrina já foi todo vendido. Quem decidir comprar um QQ deve esperar 30 dias úteis até a chegada do carro e desembolsar, além dos R$ 22.990, mais R$ 2 mil a título de frete. A garantia é de três anos.


