Mogi Guaçu – Para testar o All New Outlander, último lançamento da Mitsubishi que chega às 180 concessionárias da marca em setembro, a reportagem da FOLHA foi convidada a visitar o Mitsubishi Drive Club, em Mogi Guaçu (SP), onde pôde experimentar as inovações tecnológicas do carro no Autódromo Velocittà, na última quarta-feira. Também foi realizado um test drive por cerca de 120 quilômetros em estradas paulistas e pelas ruas de Mogi Guaçu. O veredito: o crossover traduz inovação, tecnologia e conforto, com DNA 4x4.
Segundo Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi Motors, esta será a terceira geração do Outlander. "Em setembro começaremos a vender a terceira geração e aposentaremos a segunda", informou Muratori, citando que o All New Outlander é um carro com plataforma completamente renovada, batizada de RE.
O veículo terá três versões: All New Outlander 2.0 L, All New Outlander GT V6 e All New Outlander GT V6 com Full Technology Pack. Esta última combina o inédito piloto automático adaptativo (ACC) ao dispositivo de redução de risco de colisão através do radar (FCM) e a tração Multi Select com Trimode II. Todos estes atributos foram aprovados pela reportagem durante teste no autódromo.
O destaque ficou para o dispositivo FCM: tirando o pé do acelerador e do freio, o sistema emitiu alertas sonoros e finalmente parou completamente o veículo, sem a ajuda do motorista, quando o Outlander se aproximou de um obstáculo que imitava outro carro.
O isolamento acústico, com redução de cinco decibéis em relação à versão anterior, também foi um dos itens que chamou a atenção da reportagem tanto durante o teste na estrada quanto no off road. Foi possível realizar curvas fechadas em terreno pedregoso, entrar em trechos alagados, enfrentar subidas e descidas íngremes sem perceber qualquer barulho ou trepidação, graças ao eficiente sistema de tração nas quatro rodas do modelo GT V6, com propulsor 3.0 L, testado pela manhã.
Na estrada, o modelo portou-se muito bem: acompanhada de um técnico da Mitsubishi, a reportagem testou o piloto automático adaptativo (ACC) em parceria com um carro-madrinha da montadora, que liderava o percurso. A primeira tentativa não funcionou, já que o medo da colisão fez com a reportagem acionasse o freio antes do sistema funcionar. Numa segunda tentativa, com o sistema novamente programado, o carro aproximou-se do veículo da frente e a cerca de 30 metros – e como o carro-madrinha diminuiu a velocidade – um sinal sonoro foi emitido e o carro freou automaticamente - sem o trabalho do motorista -, para evitar uma iminente colisão. É preciso confiar no carro e não acionar qualquer pedal ou o volante, caso contrário o veículo entende que o motorista está no controle, desativando o ACC automaticamente.
Ainda na estrada, o propulsor 3.0 V6 realizou sem grande esforço ultrapassagens em subidas e encarou retas em alta velocidade. Atingir 170 km/h era quase imperceptível, já que não havia qualquer trepidação no carro ou ruído no motor.
Já na pista do autódromo foi possível perceber os sistemas de controle de estabilidade (ASC) e de tração (ATC) em perfeito funcionamento: em alta velocidade, a reportagem realizou curvas fechadas sem perder a aderência ao asfalto. Apesar do medo de estar acelerando mais do que o normal, o veículo respondeu com tamanha competência que deu vontade de seguir correndo pelo Velocittà, como um verdadeiro piloto de testes.
A direção elétrica proporcionou leveza e precisão nas manobras e o carro obedeceu o caminho sempre que acionado, mesmo durante o teste de frenagem de emergência, quando era necessário parar completamente o veículo após ele atingir uma alta velocidade.

A repórter viajou a Mogi Guaçu a convite da Mitsubishi.

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