Câmbio automático e direção hidráulica. Se hoje esses recursos podem ser encontrados até em carros populares, como no caso do segundo exemplo, antigamente eles faziam as vezes de ''tecnologia agregada'' como o park assist ou mesmo o detector de pedestres.
Jomar Napoleão, diretor do comitê de veículos leves da Sociedade Brasileira de Mobilidade (SAE), explica que o caminho de toda tecnologia é nascer como item de alto valor agregado, devido aos gastos no desenvolvimento e aplicação dos projetos. ''Depois vai baixando o preço e com o tempo vai popularizando. Sempre foi assim'', sublinha.
O exemplo mais recente é o sistema de GPS (Guia de Posicionamento Global). Napoleão observa que há pouco mais de três anos o aparelho era destinado a carros top de linha. ''Atualmente se tornou popular. Dá para encontrar até em camelódromos. Daqui a pouco ele vai vir acoplado em chaveiros. A tendência é aumentar a aplicação'', exemplifica.
Na opinião de Douglas Pontele, diretor comercial da Volvo do Brasil, o consumidor de carros quer sempre dar uma passo a mais naquilo que já provou. Isso faz o mercado um espaço propício para experimentações tecnológicas.
''O primeiro carro de cada pessoa costuma ter um número 'x' de equipamentos. Isso desperta o interesse dele para que o próximo veículo tenha tecnologia mais avançada, com opcionais diferentes. Acredito que experimentação e o conforto ocasionado no dia a dia acaba proporcionando uma qualidade de vida melhor'', finaliza.
Híbrido
A nova onda entre as montadoras são os veículos híbridos. São exemplos de tecnologia agregada com cunho ambientalmente responsável. Mercedes e Ford já colocaram no mercado em 2010 sedãs que agregam mecanismo de consumo de gasolina e energia elétrica. E a tendência é aos poucos ganhar carros destinados ao grande público, a exemplo de outras tecnologias.
O S 400 Hybrid, da Mercedes-Benz, chega querendo ser o primeiro veículo de passeio híbrido no mercado brasileiro. Seu sistema inteligente desliga o motor automaticamente quando o pedal de freio é pressionado numa velocidade abaixo dos 15 km/h. Ao retirar o pé do freio, o veículo responde prontamente. Tal função evita o consumo de gasolina, por exemplo, enquanto o carro espera a abertura do semáforo ou quando percorre vias congestionadas e permanece parado repetidas vezes ao longo do percurso.
Já a Ford lança o Fusion Hybrid para acirrar a concorrência no segmento que caminha para o mercado de híbridos. O carro chama atenção pelo silêncio ao dirigir, notado quando o motor elétrico está ligado. A dirigibilidade é a mesma do já tradicional Fusion. A expectativa quanto à entrada desse modelo no mercado é tanta que a Ford focou a linha de produção no desenvolvimento dos híbridos. (R.O.)

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