Tempra está mais econômico e Fiat quer aumentar vendas
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sábado, 05 de abril de 1997
Samuka Lopes 
Josoé de CarvalhoSilêncioA Fiat aumentou a lista de componentes como itens de série e manteve o preço: entre R$ 27.500 e R$ 41.800 A Fiat reposicionou as versões da sua linha de automóveis médios para recuperar a competitividade. As novas versões do Tempra 97, o modelo de luxo da marca - que já vendeu no Brasil mais de 120 mil unidades - tem agora novas versões, denominadas SX, SX 16V, HLX 16V e Turbo Stile. Os preços estão na faixa entre R$ 27.500 e R$ 41.800.
Uma das mudanças importantes é o ingresso da linha Tempra dentro do Sistema On Line. É o mesmo sistema inaugurado com o Fiat Uno e Palio. Ele acaba com a imposição de grupos fechados de opcionais e permite a escolha livre dos equipamentos que o cliente deseja.
A Fiat também tem uma promoção para alavancar as vendas. A empresa financia o automóvel em até 36 vezes. Desde a última sexta-feira a taxa de juros é de 1,99% ao mês, com financiamento prefixado. Além disso, a Fiat garante a recompra do automóvel, na troca por um modelo 98. E promete pagar até 72% do valor da nota fiscal, desde que em bom estado de conservação.
Esse segmento de carros médios sofreu mudanças importantes no último ano. O Monza saiu de linha, enquanto chegou o novo Vectra GL. Santana e Versailles tiveram redução de preços. Tudo isso fez a Fiat tomar novas iniciativas para deixar a linha Tempra mais competitiva. Foi agregado valor com menor custo para o consumidor.
As rodas das versões HLX 16V e Turbo Stile agora têm 15 polegadas
No processo de mudança, a versão i.e. (motor de oito válvulas e injeção monoponto) passou a se chamar SX (a mais simples); o antigo 16V recebeu o nome de HLX 16V - versão avaliada pela Folha Carro & Cia -, enquanto o Turbo Stile permanece. Os opcionais mais solicitados são agora oferecidos como itens de série, por preços inferiores aos até então praticados no mercado.
Um exemplo: rádio toca-fitas, vidros verdes e banco traseiro com apoio de cabeça e descansa-braço central agora são de série na nova versão SX. A versão HLX 16 V traz como itens de série o alarme antifurto com acionamento a distância, terceira luz de freio, cortina escamoteável no vidro traseiro e rodas de alumínio de 15 polegadas. Tudo pelo preço de R$ 28 mil, fora o frete.
A versão com todos os opcionais - leia-se ar-condicionado automático, bancos do motorista e passageiro da frente com comandos elétricos, CD Player com acumulador de seis discos (Magazine), computador de bordo, descansa-braço dianteiro e interior em couro - não sai por menos de R$ 35 mil.
Uma novidade importante é a oferta do motor de 16 válvulas como opção na versão básica SX. Para ter os 22 cv a mais de potência no motor multiválvulas, o consumidor terá de desembolsar apenas a diferença de preço entre os motores. A Fiat afirma que a diferença está próxima dos R$ 2 mil.
As outras alterações têm pouco peso. As versões HLX 16V e Turbo Stile ganharam novas rodas 6,5 x 15 polegadas e calçam pneus 195/55 VR 15. É a primeira vez que pneus com perfil inferior a 60 são usados em veículos nacionais não esportivos.
Na avaliação ficou claro que o automóvel tem melhor resposta na direção e estabilidade em curvas. Aumentou também o nível de conforto. Além de mais econômico, o automóvel também ficou mais silencioso. Mas o desempenho não é mais o mesmo.
A leitura das informações do painel é facilitada pelo belo design
Os motores mantêm os mesmos valores de torque e potência, apesar de terem as curvas de ignição e injeção recalibradas, além de catalisadores mais eficientes. Tudo isso para atender aos novos limites de emissão de gases que entrou em vigor no último mês de janeiro. Naquele mês também teve início a terceira fase do programa brasileiro de controle da poluição.
O Fiat Tempra já não tem o mesmo apelo de venda de quando foi lançado. Na época de sua apresentação ao público, em 1992, o automóvel era considerado um dos mais belos que rodavam no Brasil. Na Europa, o modelo foi substituído pelo Marea. Isso criou a expectativa que o veículo deixaria de ser produzido no Brasil, no próximo ano.
Mas a suspensão do Marea não se acertou no piso de nossas ruas e estradas. A Fiat teria que redesenhar toda a suspensão, o que ficaria mais caro que um projeto novo. Talvez por isso a montadora de origem italiana já trabalha no projeto de um novo carro, que deve começar a sair da linha de montagem no final de 1999.


