Além de receber o Prêmio de Design Europeu de 1999, a Volvo apresentou novas soluções ambientais no Salão do Automóvel de Genebra, que terminou na semana passada.
O prêmio foi dado ao modelo S80 por votos de 500 profissionais de design de 33 países. A mudança radical no desenho do automóvel, sem a quebra de identidade da Volvo, representada pela grade clássica e pelos grandes faróis, foi o principal argumento dos eleitores do prêmio. Este foi o segundo prêmio de design que o Volvo S80 ganhou. O modelo já acumula 17 prêmios mundiais de Carro do Ano, de Design, Segurança, Tecnologia, Luxo, entre outros.
O Salão de Genebra também foi o palco para a apresentação de novas tecnologias desenvolvidas pela Volvo na área de preservação do ambiente. Ao todo seis soluções sairão das pranchetas e computadores para equipar os veículos da marca sueca.
Além do Prêmio de Design Europeu, o S80 coleciona outros 17 prêmios de ‘‘Carro do Ano’’ em vários paísesO PremAir é um revestimento externo do radiador, que transforma o ozônio em oxigênio. Testes mostram que 75% do ozônio que passa por esses radiadores é convertido em oxigênio. O ozônio ao nível do solo, um dos principais componentes da fumaça urbana, é formado quando o nitrogênio se oxida e os hidrocarbonos do tráfego e outras fontes são expostos à luz do sol. O PremAir tem um efeito de purificação principalmente em dias de calor, quando acontece uma maior formação de ozônio, reduzindo sua concentração no ar ambiente.
Outra novidade é o S80 Bicombustível, que pode ser conduzido tanto com gás, como com gasolina. O gás usado é o metano-gás natural ou biogás. O biogás é renovável e as emissões de dióxido de carbono são quase nulas.
A Injeção Direta de Gasolina é outra tecnologia que alcança uma alta eficácia de consumo de combustível (10% a 15%), aliada aos níveis de emissão de NOx regulamentados pela União Européia. O sistema de combustão é baseado num conceito de movimentação de gás guiado por um domo na cabeça do pistão, onde a mistura ar/combustível é direcionada à posição da vela de ignição.
O Motor de Arranque Integrado (ISG) que está localizado entre o motor e a caixa de câmbio e conectado diretamente no virabrequim, substitui o alternador e o motor de arranque tradicionais. O ISG, controlado eletronicamente, fornece o arranque necessário ao motor, gera eletricidade e dá assistência de potência com maior eficiência e menor consumo.
A Potência Híbrida Compartilhada é um novo conceito de gerenciamento de potência num veículo híbrido, com motor elétrico e de combustão interna. Reduz o consumo e as emissões. Quando o carro é dirigido em baixa velocidade ou é freiado, o motor elétrico é usado. Quando a potência mais alta é exigida, o modo híbrido é efetivado, entrando em ação, também, o motor de combustão interna.
A tecnologia é baseada num motor de combustão, um gerador, uma bateria e um motor elétrico. Para manter as emissões baixas, são usados dois catalisadores, sendo um catalisador instalado próximo ao motor e outro debaixo do assoalho. O primeiro catalisador é aquecido rapidamente, assegurando baixo nível de emissões com motor frio, enquanto o catalisador debaixo do piso cuida de qualquer emissão que não tenha sido suficientemente tratada pelo primeiro catalisador. Como o motor sempre trabalha numa velocidade relativamente constante, existem variações de carga menores do que num carro comum, o que diminui as emissões sob diferentes condições de uso.
A tecnologia SULEV são os novos requisitos para um veículo de Super Ultra Baixa Emissão determinados pela legislação do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. É um padrão que representa níveis de emissão equivalentes ao total de emissão de um carro elétrico operado usando energia produzida em uma usina elétrica de grande escala. O meio utilizado pela Volvo para conseguir esse objetivo foi controlar melhor o processo de emissões durante o primeiro minuto de funcionamento do motor, onde 90% das emissões de monóxido de carbono e hidrocarbono acontecem. Para isso, os engenheiros da Volvo reduziram o tempo de aquecimento do catalisador utilizando hidrogênio na fase inicial do arranque do motor. Testes com o Catalisador Aquecido Quimicamente (CHC) mostraram níveis de emissão abaixo da SULEV.

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