Tecnologia reforça o esportivo SLK
O roadster SLK resgata uma moda que tomou conta das ruas e estradas européias na década de 50. A essência dos pequenos conversíveis de dois lugares, porém, aparece preenchida pela tecnologia de ponta dos anos 90. E não se trata só da capota elétrica, apesar desta ser uma das atrações do esportivo. Da construção aos itens de segurança, a Mercedes dotou o carrinho com alguns dos equipamentos mais avançados usados pela indústria atual.
Apesar do tamanho reduzido, os conversíveis não são carros leves se comparados a sedãs de tamanho similar, pela necessidade de reforços estruturais para compensar a ausência de teto e de coluna central. Por isso, a Mercedes lançou mão do magnésio, um material 50% mais leve que o aço, para fazer parte da estrutura da carroceria, como na chapa que separa o porta-malas do tanque de combustível.
É a primeira vez que este material é adotado em um Mercedes de série. O magnésio também está presente no motor, que tem a tampa das válvulas feita com base neste material. O resultado é que o SLK pesa 1.325 kg, bem razoável para o segmento, ainda mais num modelo que tem capota rígida. O Alfa Romeo Spider, por exemplo, que possui capota de lona manual, pesa 1.420 kg.
Os faróis também foram alvo da utilização de materiais alternativos. Como na Classe E, eles não são de vidro e sim de policarbonato. Além da economia de peso - 50% em relação ao vidro -, este material plástico ainda possibilita mais precisão na criação de novos designs.
Em um esportivo, o motor não podia ficar sem pelo menos uma mexidinha tecnológica. No SLK foi um mexidão. O motor de 2.3 litros é sobrealimentado por um compressor mecânico que garante ao motor 43 cv a mais que o propulsor aspirado. Este equipamento tem a mesma função de um turbo: mandar mais ar para dentro dos cilindros. Só que o compressor é ligado ao motor por uma correia e não depende dos gases do motor para funcionar. Antes de entrar nos cilindros, o ar ainda é resfriado em um intercooler.
O aumento de potência trouxe também o controle de tração, que não deixa as rodas girarem em falso. A tecnologia a serviço da segurança também está presente nos air bags, que são frontais e laterais. Para não desperdiçar os air bags do carona, graças a um sensor no banco, ele só funciona quando o motorista estiver acompanhado.





