Tecnologia exige cuidado na escolha de mecânico
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sábado, 18 de maio de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
A tecnologia, cada vez mais presente nos veículos, mexe não só com o mercado de compra e venda do setor, mas também com outras áreas. Devido à presença da eletrônica embarcada, por exemplo, a realidade de oficinas mecânicas e dos próprios profissionais têm mudado nos últimos anos.
Essa constatação reflete também, de forma direta, na vida dos motoristas. Quando aparece um problema em um automóvel, a solução pode não ser tão simples como no passado e qualquer erro durante a averiguação desse defeito pode gerar outra série de problemas.
Antigamente um mecânico conseguia saber tudo de cabeça, calibragens e regulagens, porque os dados eram poucos e repetitivos. Hoje são muitas marcas e modelos e cada um tem as suas especificidades, argumenta Edison Bonifácio, coordenador do curso técnico em Manutenção Automotiva, do Senai em Londrina.
A invasão tecnológica começou fortemente, segundo ele, entre o fim da década de 70 e o início da década seguinte, quando surgiram os primeiros veículos com injeção eletrônica. Hoje o setor automotivo vive constante evolução e novidades não param de aparecer.
Bonifácio aponta que esse cenário precisa ser visto por duas óticas diferentes. Primeiramente do ponto de vista do profissional mecânico. O mecânico hoje precisa estar sempre se aprimorando, atualizando seus conhecimentos. Não deixar de pesquisar informações nos manuais dos veículos que atende e procurar se especializar, adverte.
O segundo modo se refere ao cliente, que é quem vai buscar auxílio quando o carro necessita de ajuste. Ele elenca alguns pontos que o motorista deve avaliar para não enfrentar dores de cabeça não hora de consertar o veículo: levar em conta o conhecimento do mecânico a quem se está confiando o carro; perguntar para amigos que já foram atendidos por esse profissional, quanto à qualidade do trabalho e especular quais suas especializações são saídas interessantes; procurar por empresas especializadas na marca do automóvel e avaliar se a oficina dispõe de equipamentos como o scanner automotivo - equipamento que analisa e aponta possíveis avarias do veículo - além de outras máquinas, como a de balanceamento.
O analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-Brasil), Alessandro Rubio, pondera que embora existam boas oficinas mecânicas, alguns cuidados devem ser tomados para evitar riscos. Ele reforça que levar o automóvel pelo menos durante as primeiras revisões - geralmente 10 mil quilômetros ou seis meses e 20 mil km ou 1 ano - ainda pode ser vista como a opção mais segura. Ele aponta que isso evita a perda da garantia do veículo. Some-se a isso que as revisões primárias costumam ter custo reduzido e outros benefícios.
O analista reforça que o principal risco de se optar por profissionais despreparados é que, ao invés de ter o seu problema solucionado, o motorista pode passar a conviver com outros danos ao veículo.
Rubio lembra que na hora de comprar um automóvel, além da marca e modelo, o futuro proprietário costuma avaliar custos com seguro, rendimento de motor e uma série de outros fatores. Algumas concessionárias, por meio da revisão programada, costumam fornecer os valores do serviço. Para economizar, talvez fosse interessante agregar esse item na análise de compra, orienta.
Além dessas dicas, nunca é de mais lembrar a importância de revisões preventivas e de se ler o manual veicular para conhecer bem a máquina que possui.


