TDM 850 é pura diversão
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sábado, 25 de outubro de 1997
Mauricio Della Barba 
Milton DóriaA TDM 850 atinge os 200 km/h de velocidade máxima e custa US$ 16 mil Agressividade e beleza são os pontos fortes da TDM 850, que a Yamaha está importando para o Brasil. A moto tem um pouco de tudo. Parece uma off-road, com desempenho de esportiva e conforto de uma estradeira. Por essas misturas a TDM é considerada uma fun-bike, ou uma moto de diversão.
E é isto que se sente ao pilotá-la. A Folha Carro & Cia pode avaliar a moto por estradas e ruas. A TDM é robusta, rápida e imponente. Não há quem resista ao seu desenho harmonioso e moderno.
As linhas da moto tem um visual atrente, com a cor amarela em degradê saindo da carenagem metalizada. Os faróis em conjunto com a proteção do vento sugerem a agressividade do modelo.
Pela partida elétrica se ouve o barulho forte e grave, bem semelhante ao da Ténéré. E não é pra menos. A TDM herdou boa parte da mecânica da XTZ 750 Super Ténéré, que deixa de ser montada no Brasil a partir de 1998.
O motor da TDM é de dois cilindros, quatro tempos, cinco válvulas por cilindro, refrigerado a água, e que produz 77 cv de potência máxima aos 7.400 rpm. Toda essa força é percebida com um leve giro no acelerador. Ela avança rapidamente, sem a menor resistência. Faz de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos e chega à velocidade máxima de 200 km/h. É aí que aparece a esportividade da moto. Ao atingir os 140 km/h a força do vento passa a bater forte no rosto. As retomadas são rápidas e deixam as ultrapassagens mais seguras.
De off-road a TDM tem, além do tamanho, a suspensão dianteira telescópica convencional e a traseira monoamortecida. Ambas possuem ajuste de retorno dos amortecedores e pressão das molas. Mas não convém entrar na terra com a TDM. Os pára-lamas grudados nos pneus, que também não são ideais para trail, proibem qualquer tentativa ousada em estradas de terra.
Os freios são eficientes e provam que podem segurar a moto. São dois discos flutuantes ventilados na frente e um fixo ventilado na traseira.
O conforto está na posição de pilotagem. O banco avança até a metade do tanque (que comporta 20 litros) e ajuda o contato dos pés com o solo. A autonomia é de 360 quilômetros, pois o consumo médio é de 18 km/l. O piloto fica com a coluna ereta e equilíbra a moto com facilidade. O garupa também fica bem acomodado e seguro com as alças na rabeta.
Na parte de comandos, a TDM conta com um painel simples que traz o velocímetro com hodômetro total e parcial e luzes-espia, contagiros com fundo branco e o termômetro da água do radiador. Na manopla esquerda estão os comandos do farol, pisca e buzina. Na direita, o botão de ignição e o do corte de sistema.
É a segunda vez que a Yamaha traz a TDM para o Brasil. As primeiras versões foram importadas em 1994 e depois suspensas. O modelo que chega agora foi todo remodelado e atualizado.
Mas como tudo não é perfeito, a TDM tem um pecado: o preço. A moto tem preço sugerido de US$ 16 mil. Um valor alto se comparado ao da Super Ténéré, que custava R$ 13.300. Entretanto, a nova moto tem tudo para conquistar os amantes do motociclismo, com estilo diferenciado e moderno.


