TDM 225 tem agilidade no trânsito
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 1998
Samuka Lopes 
A Yamaha aumenta sua disposição de ganhar mercado. Acelerou firme ao lançar a TDM 225. Buscou inspiração na XT 225, de onde usou o motor quatro tempos e o quadro (ou chassi), chamado de diamond frame.
O conjunto mola-amortecedor
da suspensão traseira
O motor é monocilíndrico, refrigerado a ar, com duas válvulas acionadas por comando simples no cabeçote (SOHC), movimentado por corrente. Tem exatos 223 cm3 de cilindrada e 19 cv de potência máxima, obtida a 8.000 rotações por minuto. O torque máximo de 1,8 kgfm só é conseguido a 7.000 rpm. A única mudança importante foi no seletor de marchas, redimensionado para proporcionar engates mais macios e precisos.
O painel simples carece de um conta-girosNo propulsor está a maior parte do prazer de pilotar a pequena guerrilheira urbana, como foi chamada pela revista especializada em motocicletas, a Duas Rodas. É ótima a sensação de acelerar no trânsito urbano. Além dos carros e picapes, a TDM 225, passa pelos obstáculos (tartarugas) com competência. A agilidade dessa moto, que vence buracos e terra batida com bastante conforto, impressiona amantes das duas rodas.
O primeiro contato visual com o desenho não agrada a todos. Mas aos poucos os desgostosos se mostram mais atraídos pelas linhas do veículo. O desenho tem como base a TDM 850 e fica entre o urbano e o chamado fun bike (moto de diversão).
O motor tem 223 cm3 e potência de 19 cvA Yamaha alinhou como principais concorrentes a Honda CBX 200 Strada (R$ 4.470) - líder do segmento - e a Suzuki Intruder 250 (R$ 4.900). Fez uma limpeza. Tirou carenagens e outros apetrechos para deixar o novo produto com preço mais acessível: R$ 4.550.
Numa olhada rápida a nova Yamaha pode parecer com a XT 225, de quem utiliza a mesma mecânica e caixa de ferramentas. Só que com a aquela chamada depenada, que a deixou mais leve e ágil para enfrentar as nossas ruas esburacadas e com muitas lombadas.
O pára-lama traseiro é curto e inclinado para trás, aliado com suspensão traseira alta. Na frente usa o pára-lama dianteiro colocado rente aos pneus Metzeler com roda de aro 19 polegadas (a traseira tem aro 18). As cores oferecidas são azul e vermelha, sobre o fundo preto do quadro. Também merece atenção o novo tanque de combustível, todo em plástico, com abas laterais parecendo entradas de ar. O banco com degrau termina com uma rabeta com linhas retas e pontuda.
Para perceber a agilidade do novo produto é preciso apenas sentar sobre ele. O peso é de apenas 116 kg (a seco). É bem estreita, com 4,5 cm a menos (em relação à TDM) na altura do banco ao solo. Isso agrada o público feminino e as pessoas de menor estatura (baixinhos). Acionada a partida elétrica, pode-se perceber que a moto está na mão.
Depois de acelerar leve para sair, a TDM 225 parece pedir mais emoção. Sobe facilmente obstáculos, como lombadas, guias ou degraus. Aproveita bem a altura entre o motor e o solo (225 mm). Os pneus têm desenho agressivo e supreende no asfalto, permitindo rodar com segurança. Os freios são iguais aos da XT 225, com disco na frente e tambor na traseira. Fazem a motocicleta parar em espaços um pouco reduzidos.
A velocidade máxima fica próximo dos 135 km/h reais. As retomadas de velocidade são rápidas. As suspensões foram rebaixadas em relação à XT 225. O curso foi reduzido na dianteira em 35 mm (mantendo as duas molas iguais às da XT 225) e na traseira em 23 mm.
A balança traseira manteve sua estrutura em tubos de aço com seção retangular, mas não tem mais os links (da XT) e recebe diretamente o conjunto mola-amortecedor sobre a base, também modificada em relação a XT. O painel também é igual ao da XT, onde falta um conta-giros.


