Taxistas de São Paulo atestam a economia
Quem já anda com o gás vê, realmente, bem mais vantagens do que desvantagens. O taxista Almir de Jesus Lima, de São Paulo, tem carros convertidos desde que o gás chegou à capital paulista, há oito anos. A economia é evidente. Mas o problema é que o cilindro toma muito espaço no porta-mala e o carro perde rendimento de até 20% nas subidas, observa, garantindo que gastava R$ 30,00 por dia em gasolina e agora gasta R$ 8,00 em gás.
O também taxista paulista André Luis Bresqui tem duas Kombis a gás. Ele disse que pagou em cada uma R$ 3,4 mil para a conversão e que recuperou o investimento em pouco tempo. Com a economia que estou fiz com o gás, em quatro meses recuperei o que foi gasto. Outra vantagem apontada pelos usuários é que o sistema pode ser retirado e instalado em outro carro.
Quem está interessado em usar o GNV em Curitiba não vê a hora de começar a rodar com o novo combustível. A fase é de busca de informações, mas a maioria dos interessados já se decidiu pela troca.
O representante comercial de esquadrias de PVC, Marco Antônio de Benedetto, é um deles. Ele roda cerca de 200 km com a sua Ranger e espera ter muita economia com o gás. Minha camionete faz 7 km/l e isso representa muito dinheiro no final do mês. Com o gás vou ter um fôlego no bolso.
O advogado Adolfo Kruger Pereira Junior está animado porque, segundo ele, vai poder andar mais com o seu Landau V8 ano 80. Adoro este carro, mas andava dia sim, dia não por causa do gasto, já que ele faz com gasolina 3,5 km/l na cidade. Agora vou andar todo o dia.
Os taxistas, tidos como um dos principais beneficados com o gás, também se animam, mas, por enquanto, preferem cautela. Os motoristas querem primeiro ver como será todo o processo antes de saírem na loca fazendo a conversão, conta Luis Maldonado Marthos, presidente da Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos do Estado do Paraná (Fecavrep).





