No táxi de Ronaldo Alves da Silva, 39 anos, o passageiro não pode dizer que não sabe da exigência de uso do cinto de segurança no banco traseiro. Para evitar o constrangimento de dar o aviso, ele mandou bordar nos apoios de cabeça dos bancos dianteiros a frase "Favor colocar o cinto de segurança".
"Eu tive a ideia porque as pessoas sabem que é lei e é para segurança, mas mesmo assim não colocam. Acham que não vai acontecer nada", diz.
Silva não chegou a ter problemas nos seis anos em que trabalha como taxista, mas se lembra de um caso vivido por outro colega, alguns anos atrás. "Houve um acidente na rotatória da Avenida Maringá, em que uma caminhonete bateu de frente com o táxi. Tinha uma casal atrás e apenas a senhora estava usando o cinto de segurança", recorda. Segundo Silva, o passageiro machucou o rosto ao ser lançado contra o banco da frente e acionou o taxista na Justiça. No entanto, perdeu a causa.
Na vida pessoal, o taxista também garante que utiliza o cinto e passou o ensinamento para a filha. "Hoje, a gente está arriscado a tudo, se tem a prevenção, tem que usar", finaliza. (C.F.)

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