Dirigir o C4 no lançamento em São Paulo foi um teste-drive duplo. O comboio de carros cedidos pelas montadora francesa à imprensa nacional partiu de uma concessionária no centro paulista, bem na hora em que a cidade registrava o maior congestionamento do ano (9 de maio), 266 quilômetros. A tentativa de aferir o consumo ficou prejudicada, por conta do trânsito e também pelo trecho misto (cidade/estrada). Os veículos rumaram em direção a Campinas, cerca de 90 quilômetros da capital.
A peripécia maior foi se livrar do trânsito, mesmo com a planilha oferecida na mão do co-piloto pela organização da montadora. Um GPS num carro de quase R$ 100 mil não faria mal, já que alguns veículos de outras marcas e pela metade do preço já saem da fábrica com o equipamento.
Vamos à estrada. Bandeirantes um tapete. Atinge-se alta velocidade, até por distração, devido a falta de barulho do motor e quase nenhuma trepidação. O câmbio automático inspira cuidados para os incautos em velocidade. Quando se passa para o esquema das marchas borboletas do volante, fica mais presente o desenvolvimento e a força do motor. Nas curvas há compensações eletrônicas nas rodas, sistemas de antitravamento (ABS), controle de estabilidade (ESP), antiderrapagem, auxiliar de frenagens de emergência (AFU) realinham o carro no percurso, no caso de uma 'pequena' barbeiragem. Mas o predicado do carro é que ele ''prega'' no chão quando o assunto é velocidade.
O que mais incomoda no C4 são as duas colunas laterais à frente do motorista, provocando um ponto cego nos cruzamentos. No trânsito em Campinas, esta dificuldade de visão é proporcionada pelas construções próximas das esquinas. Além deste aspecto, o carro francês, por conta de sua superfície envidraçada, necessita que passageiros utilizem protetor solar fator 30, além de óculos escuros. Tudo bem que persianas laterais e de teto, além de um ar-condicionado delicioso, diminuem o desconforto de um carro feito para climas otonais europeus e, mesmo assim, tenha aportado em terras calientes. (E.P.F.)

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