Symbol de elegância
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sábado, 15 de agosto de 2009
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Lançado em março no mercado brasileiro, o Renault Symbol chegou para substituir o Clio Sedan credenciado pelo sucesso alcançado na Europa e em países da América Latina, particularmente na Argentina, onde é produzido na planta de Santa Isabel, em Córdoba. A tarefa de agradar aos consumidores não é das mais fáceis, afinal o Symbol está inserido em um dos segmentos que mais cresce no mercado nacional, o de sedã compactos premium, modelos que já representam algo em torno de 17% do total de veículos vendidos no país. Esse Renault tem como principais concorrentes o Volkswagen Polo Sedan, o Peugeot 207 Passion e o Ford Fiesta Sedan.
Apesar da forte concorrência, o Symbol parece estar caindo nas graças do brasileiro. Na época do lançamento, a Renault almejava vender 700 unidades, em média, por mês. Em julho, segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram vendidas 786 unidades do Symbol, o que comprova sua afirmação no mercado.
O Symbol está disponível em duas versões de acabamento, Expression e Privilège. Ambas têm como itens de série, ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos dianteiros, além de um diferencial em relação à seus principais concorrentes: airbag duplo de série. A lista de itens de série da gama traz também volante e banco do motorista com regulagem de altura, sistema CAR - que garante o travamento automático das portas quando o carro atinge 6 km/h -, brake light, bolsas do tipo canguru atrás dos bancos dianteiros, alarme perimétrico e desembaçador de vidro traseiro. O modelo conta com garantia de três anos de fábrica.
Para conhecer um pouco mais desse sedã compacto, que lembra muito carros mais sofisticados em razão de seu design elegante, a FOLHA foi testar o Privilège, a versão mais completa, que tem como diferencial o ar-condicionado digital, computador de bordo, retrovisor externo com regulagem elétrica, vidros elétricos traseiros, som CD/MP3 com comando satélite na coluna de direção, o que permite o condutor manusear o rádio sem tirar as mãos do volante, e banco com revestimento em veludo. Do lado de fora, destaque para os faróis de neblina e para as rodas de liga leve de 15 polegadas, que abrigam pneus 185/55. Como opcional, o Symbol traz o freio ABS. Contando com mais esse item, essa versão do Symbol custa algo em torno de R$ 45 mil.
O carro demonstrou ser bem confortável. O motorista tem uma boa visibilidade e todos os comandos internos estão a seu alcance, sem maiores problemas. O volante de três raios oferece agradável empunhadura e é em couro com aro interno cromado na versão Privilège. No teto, há uma luz de leitura adicional, semelhante à usada em aviões, para que o carona possa ler sem prejudicar a visão do motorista. O espaço para quem anda no banco de trás poderia ser um pouco mais amplo, porém não chega a ser algo que deponha contra o carro.
Um dos principais atrativos está em sua parte traseira, que conta com um espaçoso porta-malas, cuja capacidade de carga é de 506 litros, maior que de seus principais concorrentes. O Volkswagen Polo, por exemplo, leva 432 litros, enquanto o Ford Fiesta Sedan, 491 litros.
Tanto na cidade, como na rodovia, o motor bicombustível 1.6 16V Hi-Flex teve desempenho satisfatório. Leve, o Symbol atinge altas velocidades rapidamente, o que garante bom desempenho nas ultrapassagens - tem potência máxima de 110/115 cv (gasolina/álcool) a 5.750 rpm e torque de 15,2/16 kgfm (gasolina/álcool) a 3.750 rpm. Alimentado com gasolina, esse Renault vai de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos e em 9,9 segundos com álcool. A velocidade máxima é de, respectivamente, 186 km/h e 187 km/h, um tanto quanto desnecessário, já que a legislação brasileira não permite o tráfego em velocidades tão elevadas.
Com vários atributos, o Symbol tem tudo para ganhar cada vez mais espaço no competitivo mercado brasileiro. Para quem deseja trocar ou comprar um carro novo, vale a pena conhecer mais de perto o Symbol.


