A busca por fornecedores locais para compensar o aumento de custos de peças importadas em razão da alta do dólar levou à redução das compras externas das quatro maiores montadoras brasileiras. O total importado pelas empresas Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford de janeiro a novembro caiu 25,5% em relação ao mesmo período de 2001, alcançando US$ 1,653 bilhão, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A queda na produção de veículos no período também contribuiu para o resultado, mas o ritmo de queda nas importações foi mais intenso do que o da retração nas linhas de montagem. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção caiu 4% nos primeiros onze meses de 2002 em relação ao mesmo período de 2001, contra uma redução de 25,5% nas importações das quatro maiores montadoras.
Os últimos lançamentos no mercado brasileiro novo Polo, da Volks; novos Corsa e Astra, da General Motors; novo Fiesta, da Ford e Stilo, da Fiat chegaram às concessionárias com um índice de peças nacionais mais elevado em relação aos lançamentos anteriores. A tendência de garantir um ''hedge'' natural para a variação cambial, importando menos, foi complementada pelo esforço de exportação das montadoras.
De janeiro a novembro, a Volks importou US$ 605,5 milhões, de acordo com a Secex. O resultado equivale a uma redução de 16% em relação ao mesmo período de 2001. A Fiat conseguiu diminuir suas compras externas em 46% no período, para US$ 273,7 milhões. A Ford importou US$ 485,1 milhões nos primeiros onze meses do ano passado, conseguindo reduzir suas compras externas em 16,6% em relação ao mesmo período de 2001.
A General Motors, que lançou cinco modelos no mercado brasileiro em 2002, também aposta no aumento do índice de peças nacionais utilizadas em seus veículos produzidos no Brasil como uma de suas principais estratégias para melhorar seus resultados financeiros no País. De janeiro a novembro, a GM importou US$ 288,6 milhões, valor 30,2 % inferior ao do mesmo período de 2001.
Peugeot e Renault Se por um lado as empresas veteranas têm reduzido sua dependência externa, montadoras recém-chegadas apresentam maior índice de importações. O grupo PSA Peugeot Citroen, que instalou sua fábrica em Porto Real (RJ) em 2001, registrou importações de US$ 257,1 milhões até novembro, um crescimento de 20,5%.
Já a francesa Renault, que já está no País há mais tempo desde 1999 segue o caminho das veteranas. As importações da montadora caíram 46,8% de janeiro a novembro na comparação com os onze primeiros meses de 2001, para US$ 174,1 milhões.

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