O péssimo estado da ruas e estradas brasileiras provocam não só o aumento do número de acidentes, como também deixa um enorme prejuízo aos motoristas. Pneus e amortecedores são os primeiros itens a serem danificados. E rodar com um sistema de suspensão em mau estado pode comprometer não só apenas o conforto mas também a segurança dos ocupantes de um automóvel.
Por isso é bom ficar atento ao sistema de suspensão, principalmente os amortecedores. Responsáveis por controlar a ação das molas - mantendo o carro em contato com o solo e absorvendo ondulações - os amortecedores também evitam que a carroceria incline demais nas curvas.
Da suspensão, fazem ainda parte ainda as molas (para manter a carroceria a determinada altura ao solo) e as barras estabilizadoras (que impedem que a carroceria se incline lateralmente mais que o desejado), completando-se com os amortecedores, que regulam as oscilações das molas.
Infelizmente, mais de 70% dos condutores desconhece a importância dos amortecedores no conforto e segurança do automóvel. Mas pense no seguinte. Se os seus joelhos não estiverem em condições, cada irregularidade do caminho que pisa será transmitido ao restante corpo e as dores e o desconforto serão grandes, não é verdade? O mesmo acontece com os amortecedores.
A vida útil de um amortecedor depende muito do tipo de uso e das condições do carro. Os fabricantes de automóveis aconselham a troca após os 60 mil km rodados. Porém, após a primeira troca, os amortecedores geralmente duram menos, cerca de 40 mil km. ''Quando o carro está novo, tudo funciona em ordem, em conjunto. Após a troca, as outras peças já estão desgastadas e o amortecedor passa a trabalhar sozinho'', explica Edvaldo Maria de Oliveira, da Edy Pneus.
Amortecedores em mau estado influem na condição de várias áreas do automóvel, podendo levar a reparações caras. As molas da suspensão, retentores, batentes, buchas, rolamentos e pneus, entre outras peças, sofrem um desgaste prematuro de 10% se os amortecedores não estiverem em bom estado. ''Em um check-up rápido, ou durante o balaceamento e alinhamento, é possível verificar se há algum problema na suspensão. ''Ás vezes, com pouco gasto pode-se evitar prejuízos maiores'', diz Oliveira.
Na prática, para saber se a suspensão está em mau estado, a dica é ficar de olho no volante. O sinal mais fácil de perceber é o bambolear constante do carro em curvas. A aderência fica menor pelo exagerado balanço da carroceria. Outra pista acontece durante as frenagens: a distância aumenta consideravelmente com os amortecedores gastos. Vale lembrar que eles devem ser substituídos sempre aos pares. O recomendável é que sejam verificados a cada 30 mil quilômetros ou a cada três meses.
Não menos importantes do que os amortecedores, as molas sustentam o peso da carroceria e evitam choques entre ela e alguns componentes da suspensão. Para ter certeza de que estão cumprindo adequadamente seu papel, verifique se existem marcas de desgaste entre os elos, bem como trincas e lascas - indícios de desgaste excessivo. Olhando o carro com cuidado, veja se a carroceria está pendendo para um dos lados. Caso esteja, também é bom verificar se não vale a pena trocá-las por novas.
Outra precaução é diminuir a velocidade ao passar por trechos esburacados, lombadas e valetas (mas não frear em cima deles), o que evita danos mais graves aos componentes da suspensão. Apoiar as rodas na guia quando for estacionar em ladeiras também causa desgaste prematuro dos pivôs e bandejas.

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