O sistema de suspensão é um dos principais itens de segurança veicular. O amortecedor controla a movimentação das molas da suspensão e mantém os pneus em contato permanente com o solo, proporcionando estabilidade, segurança, conforto e boa dirigibilidade. No mercado, existem opções de sistemas que podem ser firmes ou macios. Essa diferença, no entanto, gera dúvida para muitos condutores.
O coordenador de treinamento da Monroe Brasil, empresa especializada em amortecedores, Juliano Caretta, afirma que a maciez ou rigidez da suspensão é resultado do comportamento de um conjunto de componentes: amortecedores, coxins, molas, barra estabilizadora, buchas e pneus. O desempenho de cada uma destas peças influencia diretamente no comportamento final do conjunto.
Esse contexto exige uma atenção especial do proprietário do automóvel. "O que acontece é que alguns motoristas trocam, por exemplo, o amortecedor para deixar o carro mais macio. Isso, no entanto, altera a configuração de apenas uma peça, quando uma configuração toda foi pensada pela montadora", alerta.
Segundo ele, a segurança deve ser levada em consideração como o fator mais importante e qualquer alteração na suspensão não é recomendada em nenhuma hipótese. "O carro passou por uma série de testes e a suspensão ideal foi calculada com precisão. Uma simples alteração pode prejudicar todo o conjunto", reforça.
Sendo assim, como escolher a suspensão ideal? Caretta pondera que a opção depende muito do tipo de rendimento que o motorista espera do veículo. De acordo com ele, carros com características esportivas exigem uma suspensão firme. Já se o automóvel tem um perfil de passeio, o conjunto deve ser macio.

Revisão
Caretta recomenda realizar a revisão dos amortecedores e das demais peças do sistema no máximo a cada 10 mil quilômetros, quando perceber qualquer problema na suspensão ou, ainda, conforme especificações do fabricante. Se for constatado defeito, a substituição deverá ser providenciada imediatamente.
"É importante salientar que o período de troca pode variar de acordo com as condições de uso do automóvel. Veículos que trafegam em estradas bem pavimentadas tendem a apresentar menor desgaste do que os que circulam por pistas irregulares. Ou seja, a vida útil dos componentes está diretamente ligada às condições de uso do carro", enfatiza o coordenador.
Vale ressaltar que amortecedores recondicionados ou remanufaturados também oferecem riscos de acidentes, pois são peças reaproveitadas e com tempo excessivo de uso.
O proprietário da Marcelo Car, de Londrina, Marcelo Rodrigues da Silva, acrescenta que devido à variedade de peças que compõem uma suspensão, o ideal é que sejam realizadas revisões periódicas a cada seis meses.
"A durabilidade de cada peça pode variar um pouco. Com a revisão periódica será possível identificar a necessidade de troca de um ou outro componente", comenta.
Vale lembrar também que há a necessidade de fazer a calibragem dos pneus ao menos uma vez por semana e o balanceamento, pelo menos, a cada 5 mil quilômetros.
Silva orienta ainda quanto aos riscos do famoso rebaixamento do veículo. "O rebaixamento altera toda a configuração do veículo, principalmente da suspensão, e isso pode ser um risco para o motorista, por isso não é recomendado."


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