Status através dos faróis
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sábado, 19 de março de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
Embora ainda caros, faróis de neblina e lâmpadas xenon começam a ficar cada vez mais comuns em carros brasileiros como opcionais. Em países da Europa e nos Estados Unidos, os faróis de neblina são uma exigência, e, portanto, os carros importados já contam com esses recursos de fábrica. É por isso que este opcional - como ainda é considerado no Brasil - é muito procurado por aqui como recurso estético ou ''símbolo de status''.
Mas, antes de conferirem beleza e status ao carro, estes recursos aumentam a segurança do veículo, e é nesse sentido que o cliente deve se nortear ao decidir pela compra de um carro com esse opcional ou não.
O farol de neblina, mais conhecido como farol de milha, segundo o chefe de oficina da Toyopar, em Londrina, Agnaldo Minamizaki, serve para iluminar a parte imediatamente à frente do carro a uma distância que vai até dois ou três metros, porém em um ângulo horizontal mais amplo - cerca de 45 graus. ''O farol baixo pega oito metros para frente do carro. Perto do carro, não auxilia tão bem'', explica.
Esse equipamento deve ser acionado em condições adversas de visibilidade, como em neblina, com muita chuva ou poeira, ficando proibido o seu uso fora destas situações. ''As pessoas acabam usando em condições normais, durante o dia, mas só é permitido em condições adversas'', comenta Giovani Barros, engenheiro da unidade de iluminação automotiva da Magneti Marelli, fabricante de componentes para carros.
Nos modelos Toyota, o recurso já é comum e está em modelos como o Corolla XZI, o Corolla Altis e os importados Camry e RAV4. Vendido como acessório, o farol de neblina pode ser colocado posteriormento nos carros. ''O para-choque já vem pronto para a instalação. Só precisa fazer a parte elétrica.'' O kit é composto pelo par de faróis, o chicote elétrico e o interruptor. Na Toyopar, custa cerca R$ 1.650.
O controverso xenon
Queridinho dos amantes de carros, o farol xenon também oferece mais condições de visibilidade ao veículo, uma vez que sua cor imita a luz do dia e seu alcance chega a ser 30% maior que o de faróis comuns, as halógenas. Mas, também neste caso, muitos o adquirem pela estética - a coloração, é só ver nas ruas, chama muito a atenção.
O xenon também tem normas a serem observadas. Ele não pode ultrapassar os 6.000 graus Kelvin que, apesar de ser uma medida de temperatura, determina também a claridade do farol, e deve contar com dispositivos obrigatórios. Um é o limpador, geralmente um esguicho de água ou algo semelhante a um limpador de para-brisa. ''Por ser bem mais forte, não pode ter nada obstruindo porque pode jogar o faixo de luz para outra direção'', explica o chefe de oficina da Toyopar.
O outro dispositivo é o regulador automático de altura, requerido principalmente em viagens, quando o peso da bagagem pode inclinar a traseira do veículo alterando também a altura da luz do farol. Se estiver muito alta, pode atingir a visão de outros motoristas e causar acidentes.
Até por todos estes requisitos que o xenon é encontrado em carros importados ou de alta gama. Em nacionais, ele já vem como opcional - como no Fiat Bravo e no Stilo, mas não deixa de ser uma tecnologia cara.


