Sonho de menino, Dodge Dart encanta pela conservação
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sábado, 07 de abril de 2012
Vinícius Fonseca <br> 9> Reportagem Local
Para muitos admiradores de carros antigos, os melhores automóveis dos anos 1970 estão na Linha Dodge Dart. Tanto que existem colecionadores até hoje cultuando o potente veículo de motor V8 produzido na época pela Chrysler.
Em diferentes modelos, o Dart foi comercializado entre o final da década de 1960 e o início dos anos 1980, desfilando sua beleza e força em vários países, inclusive o Brasil. E por aqui, um dos seus fãs conserva um Deluxe 76. Trata-se do administrador de empresas Luís Gustavo da Silva Gimenes.
Ele lembra que a paixão que nutre pelo automóvel começou nos tempos de garoto, por volta dos 15 anos de idade, quando andava acompanhado de um amigo e do irmão. ''Pegávamos escondidos um Dodge que o avô desse meu amigo tinha para dar voltas na cidade em que nasci, no interior de São Paulo. Me apaixonei e decidi que algum dia teria um'', diz.
O tempo passou e em 2003 o administrador realizou seu grande objetivo. Na cor branca, freios a disco na dianteira e a tambor na traseira, o carro apresenta direção hidraúlica e um câmbio quatro marchas no assoalho.
As alterações no veículo são pequenas, o motor, por exemplo, é um V8 318, porém, não é o que veio com o carro. Além disso, o bloco foi rebaixado para pressionar o motor aumentando o seu rendimento. O coletor foi mudado e o escapamento também, reforçando o barulho.
As rodas, ao invés de serem grafite como costume na linha Dart, são pretas - mudança feita por uma questão estética. O porta-malas ganhou uma tampa interna com o nome Dodge escrito bem grande. ''Tive problemas com o step que estava solto atrás, então bolei esse modelo'', revela.
No tanque de combustível a surpresa fica por conta dele abrigar 107 litros, quantidade superior aos 60 comuns na linha Dart até o ano de 78. ''O tanque é do ano 79 para dar mais autonomia, o que me permite fazer viagens mais longas'', explica.
Outra peça que não é original do Dart, e que talvez cause estranheza aos conhecedores da marca é a frente do automóvel, substituída pela do Dodge Charger R/T, também seguindo a preferência de seu proprietário.
Amor de adolescência que se concretizou há quase dez anos, o Dart de Gimenes é também um colecionador de histórias. A que mais chama atenção, sem dúvida, seria trágica não fosse cômica.
Há aproximadamente três anos um ladrão entrou no Dodge enquanto ele estava na garagem do prédio em que o administrador residia e levou o aparelho toca-fita do carro. ''Não sei se por pena do carro, mas o ladrão não estragou nada e tirou o aparelho com o maior cuidado. Depois disso passei a ouvir melhor o som do motor e foi até bom que levassem o toca-fita embora'', brinca.
Apesar de todo o tempo com o veículo, Gimenes confessa que ainda fica ''bobo'' ao ver sua conquista na garagem. ''Às vezes fico ali babando por ele. Estou com 35 anos e me sinto alguém realizado'', afirma.
E a relação com o carro deve perdurar por muito tempo na vida do administrador. Um último segredo que ele deixou escapar são seus planos com o motor original do Dart que ainda guarda em sua residência. ''Quero comprar uma rural e instalar o V8 nela para as pescarias'', planeja.