O principal apelo da Ford para concorrer com outros veículos 1.0 completos é o rádio desenvolvido em parceria com a Visteon. O aparelho lê CDs de MP3, aceita pendrives e permite conectar iPod no porta-luvas e contar com a discrição do compartimento fechado para evitar roubos ou furtos. É nesse diferencial que a Ford aposta para vender (bem) o Ka Tecno, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica e vidros e travas elétricas.
  Por R$ 33.290 (a versão de entrada custa R$ 26.190), o Ka Tecno sai de fábrica com todos esses equipamentos. Seus concorrentes, em suas versões mais equipadas, são o Celta Super (R$ 33.838) e o Palio Fire (R$ 32.204). Ambos não vêm com rádio, vendido como acessório nas concessionárias.
  A FOLHA testou o Ka Tecno na bela cor vermelho bari e comprovou que o carro, apesar de 1.0, tem muita coisa boa. Além dos itens já citados acima, vem com rodas de aço de 14 polegadas, calotas exclusivas, conta-giros e o sistema de som e comunicação integrado My Connection.
  O Ka Tecno tem boa dirigibilidade, apesar da posição do banco ser mais baixa que outros carros da categoria. Como é um carro urbano, a direção hidráulica ajuda bastante nas manobras.
  Mas o pequeno da Ford também tem seus pontos fracos. O principal deles é o ‘‘sofrimento’’ do motor quando o ar-condicionado está ligado. O carro ‘‘amarra’’ em uma subida, por exemplo. O motor 1.0 flex, que gera potência de 70 cv (gasolina) e 73 cv (álcool) é bem melhor na cidade do que na estrada. Para quem quer mais potência, a saída é optar por um modelo 1.6.
  Outro defeito no Ka Tecno é o acabamento das portas. A lataria aparecendo nas portas tira um pouco o conforto interno, apesar do bom acabamento dos bancos e do painel.

mockup