Som de passeio com 'ar' profissional
Com aplicação de tecnologia de ponta, a indústria de som automotivo oferece equipamentos cada vez mais sofisticados
Luciana PeixotoAFICIONADOVinícius Fletter começou como instalador e hoje possui sua própria loja em Araucária. Subwoofers (abaixo), fundamentais para quem aprecia os graves
Luciana Peixoto
Lei do Silêncio. Proibido som alto. Não é à toa que placas com estes dizeres ganharam lugar em parques e outros logradouros públicos considerados redutos dos apaixonados por som. O que muitos chamam de barulheira, para bons entendedores significa potência e tecnologia.
No entanto, para evitar maiores conflitos, tanta potência e tecnologia ganhou espaço certo nos campeonatos de som, bem longe dos ouvidos menos apurados. Com os mais sofisticados equipamentos, os considerados sons profissionais reúnem especialistas no assunto e movimentam um mercado de produtos caros, mas considerados essenciais até mesmo em tempos de crise.
Enquanto isso, os simples apreciadores do som de qualidade são contemplados com produtos cada vez mais eficientes, que possibilitam a instalação de um equipamento de alta precisão, que muitas vezes também conseguem perturbar o silêncio de muitos e até mesmo conquistam lugar nas competições de som na categoria de passeio.
Segundo Marcos Vinícius Fletter, proprietário da Sound 66, instalada em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), é possível montar um som considerado de passeio por até R$ 50 mil. No caso, seria incluído também sistema de vídeo, com DVD ou até mesmo vídeo cassete, explica.
Instalador de equipamentos de som há mais de 10 anos, Fletter conta que para acompanhar o mercado e garantir um serviço qualificado são necessários inúmeros cursos, visitas às feira do setor, contato com fornecedores e publicações especializadas.
Com o certificado da Top Gun (SP), uma das escolas mais conceituadas do ramo, Fletter revela que o próximo passo é participar da CES, feira anual de eletro-eletrônicos realizada em Las Vegas. Tudo o que pode haver de novo no mercado é apresentado neste evento, frisa.
Neste ano, a grande sensação da CES no setor de som e vídeo automotivo foi o DVD específico para veículos que já está disponível no mercado brasileiro e custa em torno de R$ 4 mil.
Diante das sofisticações e variedade dos equipamentos, que também inclui as badaladas câmeras de ré (permite ao motorista visualizar numa tela a área onde pretende estacionar seu veículo, facilitando a manobra), curiosamente, os toca-fitas ainda resistem. As empresas continuam investindo nestes produtos, que chegam a custar R$ 250,00, quase o mesmo preço de um CD-player, comenta Fletter. De acordo com o instalador, cerca de 20% das instalações realizadas em sua loja ainda são de toca-fitas.
Cuidados
- Certifique-se da qualificação do profissional que irá instalar o equipamento;
- A loja precisa oferecer o que há de mais moderno no mercado para você não correr o risco de escolher um produto com tecnologia ultrapassada;
- Além de espaço, a loja deve estar sempre limpa, pois o pó pode danificar os equipamentos e até mesmo o próprio revestimento interno do carro;
- O profissional tem que garantir a instalação do equipamento sem qualquer dano para o circuito elétrico original do veículo, caso contrário, o carro pode perder a garantia de fábrica;
- Verificar os equipamentos de proteção que devem ser aplicados nos bancos e revestimentos internos;
- No caso de seu carro já possuir um equipamento de som, pedir as peças que serão trocadas ou propor um abatimento na nova instalação na base de troca;
- Conferir a qualidade da fiação que será utilizada. Você pode escolher entre fios de cobre, com preço a partir de R$ 0,10 o metro, até fios com fração de prata e banho de ouro, cujo metro pode custar até R$ 50,00. A qualidade da fiação interfere expressivamente na qualidade do som;
- Faça questão de testar todas as funções do equipamento e não se intimide em queixar-se de algum problema.





