Sol forte pode prejudicar carro
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sábado, 25 de maio de 2002
Da Redação 
Não é só na pele que a luz solar pode fazer mal. O clima quente, além de aumentar a temperatura interna do veículo, estraga a pintura, bancos e as partes plásticas. Principalmente se o automóvel for submetido a super exposição solar. A incidência dos raios ultravioletas sobre a lataria provoca manchas esbranquiçadas e queimaduras na pintura.
Os veículos de cor preta, vermelha, azul e o verde, retêm mais calor, absorvem mais os raios solares e por isso são os que mais sofrem com os efeitos do astro maior. Não é a toa que eles queimam mais facilmente do que os carros de cores mais claras.
Já em veículos brancos a tendência é de amarelar a pintura. A camada de verniz aplicada sobre a carroceria não é suficiente para proteger os automóveis dos efeitos do sol. Por isso, a pintura tende a descolorir.
Se por fora o perigo anda solto, por dentro os riscos também existem. Para se ter uma idéia, o painel de um carro que fica exposto a uma temperatura de 35 graus centígrados chega a atingir 65 graus debaixo do sol forte. Se o automóvel for de cor preta, o calor que incide sobre a peça pode chegar a 68 graus. O painel, pára-choques, puxadores e outras partes expostas aos raios solares tendem a ressecar e ficar opacas. Em alguns casos pode até gerar trincos e rachaduras.
Para prevenir os efeitos nocivos do sol, existem alguns cuidados que qualquer motorista pode tomar, sem muito trabalho. A primeira dica é realizar o polimento da pintura após a lavagem. Outra forma mais eficiente e duradoura é a revitalização. Ela é indicada para os carros que já apresentam perda da cor.
No processo de revitalização da pintura são usados produtos mais abrasivos, que removem a oxidação, pequenos riscos, imperfeições e manchas provocadas pela exposição excessiva ao sol. O polímero acrílico, que compõe a cera revitalizadora, proporciona um brilho intenso e a proteção necessária para a pintura do carro. Mas fique atento. Só faça o serviço em empresas especializadas, que garantem a qualidade.
O proprietário do automóvel também deve tomar algumas precauções no momento de lavar o carro. Às vezes, as manchas na pintura são provocadas pelo uso de produtos inadequados, como xampus à base de solda cáustica e muito ácidos. O ideal é lavar o carro com xampu neutro ou de PH 7.
Já para evitar o ressecamento do painel, pára-choques, retrovisores, puxadores e demais partes plásticas do carro, deve-se utilizar produtos à base de silicone. O silicone forma uma camada protetora, renovando as partes plásticas, sem deixar as peças gordurosas, como outros produtos feitos com óleo. O silicone deve ser aplicado sempre que o carro for lavado. Se o carro ficar por muito tempo em exposição ao sol, é aconselhável utilizar o produto com mais frequência.
A conservação das partes plásticas internas e externas do automóvel requer o uso de produtos apropriados. A limpeza de peças externas do carro exige produtos de maior durabilidade e mais resistentes à água. Os usados no painel, por exemplo, não devem ter cheiro e precisam ser de fácil absorção.
O sol também interfere na durabilidade dos assentos dos automóveis. Ele queima o tecido dos bancos. Para conservá-los, o mais indicado é fazer a lavagem para remoção da sujeira acumulada e, depois, impermeabilizar. A impermeabilização forma uma capa protetora, evitando que os raios solares penetrem no tecido.


