Não há dúvidas de que o uso do capacete é fundamental para preservar a vida e evitar ferimentos graves em caso de um acidente de motocicleta. Mas também é preciso ter atenção quanto ao tipo e modo correto de utilizar o equipamento.
Entre os diversos modelos que existem, o full face é o mais recomendável pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial, por garantir a proteção não apenas do crânio, mas também de toda a região da face, nariz, boca e maxilar.
''No caso dos modelos coquinho e piruzinho, além de toda face e maxilar, o crânio também não fica totalmente protegido, já que o capacete acaba sendo sujeito a um deslocamento'', afirma Walter Gealh, coordenador do Capítulo Paraná da instituição.
O modelo escamoteável também oferece um bom nível de proteção, desde que não seja usado com a parte do queixo levantada.
Estar bem protegido não significa, necessariamente, gastar uma fortuna. Maria Podanoscki, proprietária da Eriton Motos, explica que é possível encontrar modelos com preços variando entre R$ 50 e R$ 3 mil. São opções para todos os bolsos e também para os mais diversos tipos de utilização e cilindradas de motocicletas, sendo que quanto maior a velocidade mais resistente e seguro precisa ser o capacete. ''A primeira coisa que fazemos é ver qual o estilo de moto do cliente. A partir daí, aconselhamos sobre a segurança de cada tipo de capacete'', destaca Maria.
Capacetes mais simples costumam ter cascos mais simples, compostos basicamente de fibra de vidro. Já nos modelos ''top'' são utilizados materiais mais resistentes, como a fibra de carbono. O conforto interno também pode variar, sendo que os modelos mais caros contam com estofado macio e entradas de ar no casco.
É possível também comprar um capacete com tratamento antirrisco na viseira ou até mesmo com viseira dupla para manter uma boa visibilidade tanto à noite quanto durante o dia. ''A viseira fumê não pode ser usada à noite, mas como também não é permitido andar com ela levantada, é preciso trocar por uma normal. Ou comprar um modelo que venha com a fumê por baixo da normal, podendo ser abaixada quando necessário'', ressalta a comerciante.
Mais importante do que o tipo ou o preço do capacete é o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que deve estar presente no equipamento - segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) -, garantindo que ele passou por diversos testes de resistência.
E nada adianta ter um capacete seguro se ele não for utilizado da maneira correta. ''O uso adequado do equipamento reduz em até 39% a probabilidade de morte e em 72% o risco e a gravidade das lesões sofridas em acidentes'', ressalta Gealh.
Andar com a viseira levantada, além de ser proibido e acarretar multa, pode possibilitar que sujeiras ou insetos atrapalhem a visão do motociclista. No caso de uma colisão, parte do rosto estará desprotegida e o vidro pode até quebrar, cortando a vítima. Já o capacete escamoteável, se não estiver com a proteção do queixo abaixada, não vai evitar ferimentos nesta área.
O vendedor da Eriton Motos, Alex Alves, acrescenta outra orientação. ''Quanto mais justo na cabeça melhor, pois a parte da bochecha vai laceando e se o capacete estiver folgado, em uma queda pode rodar ou sair da cabeça'', explica.

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