Para Alexandre Fagundes, gerente de vendas e marketing da MiX Telematics, empresa que trabalha com fornecimento de informações para gestão de frotas, a telemetria ajuda a medir o comportamento e a educar o motorista. "Só a tecnologia não é suficiente, pois as empresas devem conscientizar seus funcionários sobre os impactos dos acidentes na qualidade de vida deles e de seus familiares, para que realmente haja uma mudança de comportamento na direção."
Segundo ele, os acidentes são consequência de comportamentos perigosos. A causa mais frequente é o excesso de velocidade, seguida da direção agressiva. "A empresa deve criar uma política de direção segura, divulgar e treinar os funcionários, bem como rever as metas de produtividade, que devem estar sincronizadas com esta política. Desta forma, os funcionários não vão dirigir de forma perigosa para cumprirem prazos extremamente curtos."
Outro aspecto importante, cita Fagundes, é ter uma meta de redução de consumo de combustível, pois direcionará os funcionários a dirigir de forma mais prudente. "O foco deve ser sempre na pessoa e no seu comportamento, pois isto é o que faz a diferença no plano de segurança."
Conforme Fagundes, os sistemas de telemetria mais avançados pontuam as violações, tais como excessos de velocidade, tempo elevado de direção contínua, freadas bruscas, entre outros, identificando os melhores motoristas e dando retorno na cabine, seja um alarme sonoro, um alarme visual em um teclado ou até um sistema de voz sintetizado, que serve para, de forma educativa, reduzir os comportamentos de risco. Ainda segundo ele, as empresas vinculam as metas dos motoristas a esta pontuação para incentivar o uso mais seguro do veículo no trabalho. (M.G.)

mockup