Dezesseis fornecedores estão instalados dentro da fábrica em Gravataí, no mesmo terreno de 3.860 milhões de m2 de área, em pontos estratégicos, fornecendo subconjuntos prontos para serem incorporados no Celta, dentro da linha de montagem.
Nesse sistema, apontado pela empresa como pioneiro no mundo, o planejamento da linha e a tecnologia de ponta permitem impressionantes resultados de alta precisão, repetibilidade e ganhos substanciais no tempo de produção.
A linha de produção tem quatro etapas básicas: prensagem, funilaria, pintura e montagem final. A linha recebe o cockpit do carro pronto, com toda a instrumentação. O fornecedor dos equipamentos faz todo o trabalho e os testes. A diferença está no fato de que nas fábricas convencionais há uma linha de montagem para o cockpit, onde são instalados os componentes enviados por fornecedores. Isso demanda mais horas de trabalho aplicadas na produção de cada unidade.
Três processos podem ser citados como exemplo. Primeiro a evolução do sistema CAD/CAM aplicada ao desenvolvimento de peças estampadas de grande porte do Celta, produzidas pela GM, que projeta a peça no computador e, por meio de óculos tridimensionais, a torna real. O recurso antecipa eventuais ajustes antes mesmo de a ferramenta existir, com a vantagem de praticamente eliminar a necessidade de retrabalhos futuros e os consequentes gastos de tempo e dinheiro.
Outro destaque é o sistema automático aéreo que fixa os componentes à carroceria na fase final do carro. Na etapa anterior – no processo de funilaria – , são soldadas as porcas no ponto exato da chapa onde os parafusos vão se encaixar. Isso garante precisão e elimina as eventuais agressões à carroçeria, como acontece nos processos tradicionais, quando os próprios parafusos furam a chapa por impacto.
Mas nem tudo é fabricado no Rio Grande do Sul. Os módulos do motor e transmissão do novo Celta são fornecidos pela própria GM, fabricados na unidade industrial de São José dos Campos (SP). Isso acontece porque a empresa sistemista inicialmente qualificada decidiu deixar o projeto. Pinheiro conta que a GM assumiu esse desafio para não colocar em risco todo o planejamento.
A fábrica tem capacidade para produzir 120 mil unidades por ano em dois turnos de trabalho. No momento a unidade está operando em apenas um turno. Foram gerados 2.100 empregos diretos.(S.L.)

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