Sistema de rastreamento previne grandes perdas
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sábado, 19 de outubro de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Mesmo com o mercado automobilístico em alta e a redução dos valores dos veículos, os automóveis são bens de consumo de alto custo e certos equipamentos, como rastreadores podem ser importantes aliados na hora de recuperar um automóvel objeto de furto ou roubo.
Estudo recente da IDC, - empresa especializada em pesquisas de mercado - quase dois milhões de rastreadores veiculares foram vendidos em 2012 no Brasil. Este número equivale a uma movimentação financeira de R$ 1,5 bilhão. Ainda segundo o estudo, entre 2013 e 2017, a estimativa é de um crescimento de 14% nas vendas e um incremento. Quais motivos levam o setor a apresentar um futuro tão otimista?
O supervisor da central de rastreamento da Engeseg, Robson Estanislau, aponta que devido à violência no trânsito os motoristas têm se preocupado cada vez mais em proteger o seu veículo. Segundo ele, o serviço ainda é muito procurado por empresas que dependem de frotas veiculares, sejam leves ou pesados, porém já há sinais de aumento na procura também de carros de passeio.
Estanislau defende que a opção pode ser muito vantajosa devido ao custo benefício. O valor de mercado de um rastreador é variável, mas na média, chega a R$ 800, já as mensalidades pelo serviço costumam começar por R$ 50. "Se colocar no papel e analisar que isso pode evitar um roubo e desmanche a vantagem é muito grande." Outro benefício apontado por ele é que, caso a empresa escolhida para prestar o serviço seja reconhecida no mercado, o veículo chega a ganhar desconto em apólices de seguro que variam de 10% até 30%.
O sistema mais utilizado pelo mercado e também pela EngeSeg é a tecnologia GPRS GSM, que é instalado em um lugar oculto do veículo, de conhecimento exclusivo do técnico. "O tipo de serviço é diferenciado de acordo com o tipo do veículo (caminhão ou automóvel de passeio)."
Nos veículos de passeio o sistema mais comum é o de travamento para que o veículo deixe de andar quando a central foi acionada, também há a possibilidade do controle de velocidade. Um recurso que também pode ser adotado é o botão de pânico, embora seja pouco usual entre os motoristas. "Nos automóveis procuramos não colocar tantas coisas para não chamar dos criminosos", informa.
Já para os caminhões, além do botão de pânico, comum aos veículos, há dispositivos de travamento de quinta roda e até de desengate, que aciona a central automaticamente, caso o cavalo mecânico seja separado da carreta. "Além desses há uma série de sistemas. Isso varia muito com relação ao tipo de serviço que o contratante espera", esclarece.
Quanto à manutenção de um rastreador Estanislau informa que, em pacotes mais simples, o proprietário do veículo pode entrar em contato com a empresa e é orientado por telefone. Já outros pacotes, a própria empresa procura o motorista para saber o que pode ter motivado o desligamento do dispositivo.
Já quanto a escolher um bom fornecedor do serviço, o superintendente orienta a pesquisar com amigos e até seguradoras. "A melhor forma de escolher um bom serviço nesse setor é a indicação de pessoas de confiança que já o tenham experimentado", opina.


