Na época em que indústria de automóveis começou a criar os primeiros modelos, os eixos eram fixados diretamente à estrutura do veículo. Somente anos depois, a introdução de molas separou o eixo da carroceria, permitindo que o movimento das rodas fosse independente. Vieram, então, carros mais velozes e, com eles, sérios problemas.
Quando o carro passava por uma pista irregular, por exemplo, as molas comprimiam e a energia acumulada produzia sucessivos movimentos de extensão e compressão, fazendo o carro balançar muito. A oscilação da carroceria era tão forte que, além do desconforto para os passageiros, comprometia a estabilidade, tornando a direção difícil e perigosa.
Foi então que os engenheiros criaram o amortecedor, que controla o movimento das molas e mantém a aderência dos pneus ao solo, garantindo estabilidade. "Quando não funcionam direito, a frenagem fica comprometida, aumenta o desgaste de quem dirige e, em dias chuvosos, pode até provocar uma aquaplanagem", alerta o proprietário da Impacto Amortecedores, Fanuel Lopes.
A durabilidade de um amortecedor é indicada no manual do veículo e alcança, em média, 40 mil quilômetros. Mas uma revisão na metade desse tempo é sugerida para avaliar todo o conjunto da suspensão. "O amortecedor trabalha em conjunto com as molas e outras peças, portanto é preciso uma avaliação completa do sistema", recomenda o diretor administrativo da Amortece Choque, Rafael Sabini.
Segundo ele, alguns "sintomas" da necessidade de uma revisão podem ser facilmente observados. "É possível perceber que algo não está correto quando o carro balança mais que o habitual, faz barulhos estranhos, fica mole após passar em um buraco. O vazamento no próprio amortecedor é outro indício", alerta Sabini.
Rodar sem os amortecedores em dia pode trazer sérios problemas. "Além de sobrecarregar as demais peças do sistema de suspensão e aumentar os gastos com uma manutenção corretiva, a falha dos amortecedores faz com que os pneus se desgastem de forma desigual. O carro perde ainda estabilidade e a roda pode quicar durante a frenagem, ameaçando a segurança", completa Sabibi.
Será que há maneiras de estender a vida útil dos amortecedores? De acordo com Fanuel Lopes, da Impacto Amortecedores, tudo depende da forma como o veículo é usado. "Se o condutor trafega sempre por estradas de terra ou ruas de paralelepípedos, pode reduzir a velocidade, o que diminui o impacto das peças e impede uma sobrecarga", indica. O conselho também vale para as tradicionais ruas esburacadas, bastante comuns nas grandes cidades.
E nos primeiros sinais de que algo não está funcionando bem, o melhor é fazer procurar auxílio. "A revisão preventiva sempre é melhor que a corretiva. Além dessa avaliação ser gratuita, o olhar de um técnico especializado evita que um dano pequeno se amplie, proporcionando uma economia de até 30%", recomenda Rafael Sabini.

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