Muitos acidentes de trânsito acontecem, diariamente, pelo simples fato de os semáforos não estarem funcionando. Esta constatação levou o empresário Gilberto Marin, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a criar um novo sistema de Sinalização de Emergência de Semáforos (SES).
A idéia surgiu depois de Gilberto ter presenciado a batida de um carro com um ônibus num cruzamento da capital. Cinco adolescentes, que estavam no carro, morreram no acidente.
Segundo os técnicos que testaram o seu funcionamento, o SES é um dispositivo de emergência, instalado numa pequena caixa acoplada ao semáforo. Numa situação de falta de energia elétrica ou por falha no funcionamento do sinaleiro, o dispositivo é acionado automaticamente, acendendo uma luz amarela intermitente e um sinal sonoro, com o objetivo de alertar motoristas e pedestres de que o semáforo não está funcionando. O aparelho dispõe de uma bateria que permite estar ligado durante cinco horas.
Desde a idéia até a concretização do projeto, patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o empresário enfrentou um longo caminho, percorrido com sucesso graças às parcerias do Sebrae, Senai e Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. No caso do Sebrae, o apoio veio através do Programa de Apoio Tecnológico às Micro e Pequenas Empresas (Patme).
Até a homologação do SES pelo Ministério da Justiça, no final de 2001, o projeto passou seis anos em análises, testes e pareceres do Conselho Nacional de Trânsito CONTRAN, e do Departamento Nacional de Trânsito DENATRAN.
Agora, Gilberto Marin, o empresário-inventor, enfrenta uma nova etapa: obter financiamento ou sócios com capital para a produção em série e comercialização do SES.

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