Shadow 750 ganha injeção eletrônica
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sábado, 07 de junho de 2008
Thiago Mossini<br> Do Guarujá (SP) 
O modelo 2009 da Shadow 750 chega ao mercado este mês com uma boa novidade. A Honda decidiu aposentar o carburador do seu modelo custom nacional e implantou o sistema de injeção eletrônica. Essa é a principal das poucas mudanças feitas em relação ao modelo antigo da Honda.
O moderno sistema de injeção eletrônica de combustível PGM-FI (Programmed Fuel Injection) da montadora japonesa já atende a terceira fase da norma brasileira Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que entrará em vigor em janeiro de 2009. A nova Shadow passa a ser a segunda moto nacional da Honda a atender as novas normas de emissão de poluentes - a outra é a Hornet, cuja nova geração foi apresentada este ano.
Para atender às necessidades da injeção, o escapamento passa a ser duplo e possui sensor de oxigênio e sistema de catalisador interno para cada peça. As ponteiras estão mais curtas, resultando em um som mais envolvente.
As mudanças modificaram o comportamento do motor. O torque de 6,5 kgfm é atingido a 3.500 rpm, ante as 3.000 rotações da versão anterior. A potência máxima chega a 45,5 cv a 5.500 rpm. As mudanças na injeção, escapamento e a inclusão de uma bomba de combustível aumentaram em oito quilos o peso da moto, que agora tem 247 quilos.
O novo modelo deve agradar o principal público da custom, os que compram a moto para pegar estrada. Ela é ideal para longas viagens.
O grande diferencial está na suavidade de funcionamento. A Shadow tem elasticidade da transmissão e elevado torque do motor, o que dispensa o uso do câmbio o tempo todo, mesmo em quarta ou quinta marcha, facilitando a pilotagem.
O tanque de combustível também aumentou - são 14,4 litros de capacidade - o que também aumentou a autonomia da moto. A Honda não divulga a média de consumo de seus modelos, mas testes extra-oficiais apontaram para o gasto de um litro a cada 22 quilômetros. Um pequeno ganho em relação ao modelo anterior. ''Culpa'' do sistema de injeção eletrônica.
Por falar em combustível, a novidade é a ausência do marcador. Apenas uma luz-espia no painel se acende quando a reserva é atingida, dispensando o tradicional registro.
Na parte externa, a maior diferença está nas novas pedaleiras, do tipo plataforma, que dão mais conforto na pilotagem. O pedal de freio ficou mais largo e recebeu uma capa emborrachada. O acionamento do câmbio agora passa a contar com um contra-pedal, que permite o aumento das marchas com o calcanhar.
O guidão está 17 milímetros mais alto, 15 deslocado à frente e 26 mais estreito. Também recebeu coxins que diminuem as vibrações. A mudança melhorou a ergonomia.
O visual da Shadow 750 está diferente também. Os componentes cromados ganharam mais espaço. O destaque fica por conta das cores e grafismos, onde cada modelo possui estilo único e atrativo para os consumidores que desejam uma motocicleta diferenciada, a começar pela tradicional preta com emblemas tribais no tanque e no pára-lama dianteiro. Já o cinza metálico chama a atenção para o estilo ''retro'', enquanto o azul metálico vai para uma linha mais jovial.
Líder de mercado
A nova Shadow 750 é a líder de participação de mercado, com uma fatia de 40% no setor das motos custom. Produzida na fábrica de Manaus, a estradeira tem expectativa inicial de vendas de 3 mil unidades até o final do ano, 25% a mais em relação ao modelo 2008.
Mesmo com as mudanças, a Honda conseguiu manter, ao menos por enquanto, o peço de R$ 29.980, mais despesas com frete e seguro. Disponível nas cores preta, azul metálica e cinza metálica, o modelo tem garantia de um ano, sem limite de quilometragem.
O jornalista viajou a convite da Honda


