Serviço de blindagem chega para carros menos luxuosos
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de março de 2009
Da Editoria 
A blindagem, que há alguns anos era considerada item de luxo e possível apenas para veículos potentes e de elevado padrão, tem se difundido agora também entre o universo de outras marcas e modelos menos luxuosos. Os altos índices de violência urbana têm feito com que donos de carros como Stilo, Tiida, Peugeot 307, entre outros, procurem mais segurança nesse tipo de proteção.
O medo ou trauma por ter sido vítima de algum assalto, principalmente nas grandes cidades, é o fator que mais motiva pessoas da classe média a nos procurar para executar a blindagem em seus veículos, afirma Fábio Viscardi, diretor da Tecpro, blindadora localizada em Barueri (SP). A empresa, no mercado há mais de 10 anos, é especializada em blindagens de modelos de marcas luxuosas, como Jaguar, Porsche, Volvo, Mercedes e BMW, mas no ano passado também recebeu pedidos de proteção balística para modelos como Fit, Montana e Golf.
Além do medo da violência, a evolução da tecnologia no processo de blindagem também foi determinante para o aumento do número de blindagem desses modelos de carro. A manta de nove camadas, material que substituiu o aço em grande parte do habitáculo, diminuiu consideravelmente o peso do veículo. Tal redução viabilizou, então, que carros com motor de menor potência entrassem nesse segmento, explica Viscardi.
Com a manta balística e demais materiais usados para uma blindagem de nível III-A, a mais praticada atualmente no País e que resiste até a cinco disparos de Magnum.44 , o aumento de peso varia de 150 a 250 quilos, sendo a maior parte do peso provinda dos vidros com espessura de 21 mm.
De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), em 2008 o Brasil produziu 6.982 blindados. São Paulo foi o primeiro no ranking nacional, com 65% da frota, seguido por Rio de Janeiro (21%) e Minas Gerais, com 4%.


