Seminário discute regras para a inspeção veicular
Mais uma vez, empresas e entidades serão convidadas a participar, no Ministério da Justiça, de um seminário para discutir as regras da inspeção veicular, que passará a ser obrigatória a partir de março do próximo ano. No início deste ano, durante a gestão do então ministro da Justiça, Íris Rezende, o mesmo seminário foi realizado, sem resultados. O Código de Trânsito Brasileiro já completou seu primeiro aniversário sem que o governo conseguisse definir o modelo da inspeção.
O prazo para a definição das regras, que já foi alterado uma vez, acabará em 22 de novembro.
O ministro da Justiça, Renan Calheiros comprometeu-se a logo após a realização desse novo seminário, marcado para o dia 27, divulgar quais os itens de segurança do carro (alinhamento das rodas, capacidade de resposta dos freios e pneus entre outros) serão verificados durante a inspeção e a periodicidade com que os testes devem ser feitos, além do preço. Cerca de dois meses atrás, na viagem a Inglaterra, o ministro estimou que o valor seria de R$ 50,00. Na Espanha, o teste custa R$ 30,00.
Ainda não temos um modelo, reconhece o ministro da Justiça. Mas, na opinião dele, o cronograma para discussão das regras da inspeção veicular está sendo cumprido. Ele quer criar modelo próprio, diz que não copiará nenhum país, apesar de eventualmente aproveitar alguma boa experiência. Por isso, ele, o secretário executivo da Justiça, Paulo Afonso Martins e o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Gidel Dantas Queiroz, revezaram-se em visitas a seis países europeus que já adotam a inspeção há anos.
O relatório sobre o funcionamento da inspeção na Inglaterra, Portugal, Bélgica, Suécia, Espanha e Alemanha foi entregue hoje a Renan por Queiroz. Segundo o diretor do Denatran, todos os países visitados colocam na placa do veículo um selo para comprovar a execução da inspeção. Essa é a única coincidência, o restante das regras variam.Arquivo FolhaA inspeção veicular deve começar em março do próximo ano mas as regras ainda não são conhecidasAgência Estado





