Estima-se que a proteção de um motorista a bordo de um automóvel equipado com air bag, possa aumentar em até 300% em relação ao que está apenas com o cinto de segurança. A afirmação é do gerente de engenharia de segurança veicular da Volkswagen, Marcelo Bertocchi, que fundamenta os números em testes que envolvem o desenvolvimento desse sistema.
Ao descrever todo o mecanismo do air bag, Bertocchi frisa que o processo para aplicar o sistema em um veículo, dura aproximadamente dois anos e meio. Ele destaca ainda a importância do motorista saber que a bolsa não vai inflar em qualquer colisão: depende do obstáculo, do ângulo que vai bater e da velocidade que carro se encontra. ''É um sistema bastante complexo, que apura em milésimos de segundos toda a situação antes de disparar a bolsa'', revela.
A tecnologia envolve mecanismos complexos. Uma bolsa de ar com volume médio de 60 litros é inflada por um gerador de gás ligado a uma central elétrica sensor de disparo instalada próxima à alavanca de câmbio. ''O sistema dispara a partir do momento que um carro encosta no outro. Ele (o carro) vai passar as ondas de choque para o sensor que em seguida atinge o gerador de gás, insulflando a bolsa a uma velocidade que alcança os 300 km/h'', conta Bertocchi.
Todo o processo de explosão dura em média 60 milésimos de segundo. O engenheiro compara o feito a um piscar de olhos que tem aproximadamente a duração de 300 milésimos de segundo. ''É simplesmente tudo muito muito rápido. E os dados são de bolsas convencionais. Outros modelos 'inteligentes' conseguem reconher o problema antes mesmo do choque'', ressalta.
Alguns cuidados, entretanto, devem ser tomados para não prejudicar o bom funcinamento do air bag. Crianças e air bag não combinam: pode ser extremamente perigoso deixar um menor exposto à explosão da bolsa. Outro ponto de atenção é que o tórax do motorista deve ficar a uma distância de 35 a 45 cm do volante.

mockup