Seguradoras registraram 963 furtos no Norte do PR
Enquanto no estado as seguradoras registraram queda na venda de seguro de automóveis, a macro-região 02, que engloba os todos os municípios dos pólos regionais do Norte, Norte Pioneiro, Campos Gerais e Noroeste do estado, foi na contramão e registrou um crescimento na frota segurada, mas com um índice menor de 4,61%, passando de 174.659 mil veículos em 2003 para 182.713 no ano passado. Para esta área as seguradoras desembolsaram em indenizações R$ 99,1 milhões em 2004 contra R$ 71,7 no ano anterior, com um aumento de 38,32%.
O valor foi usado para restituir os prejuízos com 963 casos de roubo ou furto (aumento de 9,31% em relação a 2003), 12.841 colisões de diferentes montas (aumento de 6,52%), 53 incêndios (aumento de 39,47%) e 2053 casos diversos (queda de 18,8%). O índice de sinistalidade na região foi de 62,06%.
A macro-região 03, que engloba todos os municípios dos pólos regionais de Cascavel, Foz do Iguaçu, Medianeira e Toledo, também apresentou um crescimento de 12,31% no tamanho da frota segurada, passando de 60.879 veículos em 2003 para 68.375 unidades com cobertura em 2004.
Em compensação, os números de sinistros também aumentaram em todos os tipos. As seguradoras desembolsaram R$ 43,08 milhões no ano passado para pagar indenizações contra R$ 30 milhões em 2003, com um acréscimo de 43,62%. O valor foi desembolsado para cobrir 487 casos de roubo ou furto (aumento de 30,56% em relação a 2003), 4.688 colisões de diferentes montas (aumento de 22,31%), 439 casos diversos (aumento de 15,53%) e 16 incêndios (aumento de 33,33%). O índice de sinistralidade da região foi de 63,68%.
Na Capital e Região Metropolitana as seguradoras apuraram baixa no número de veículos com seguros, que foi de 345.217 em 2003 para 293.271 em 2004 - uma redução de 15,05%. Os principais sinistros foram: 2.853 roubo ou furto (queda de 4%), 20.376 colisões de diferentes montas (aumento de 0,6%), 8.988 casos diversos (queda de 18%) e 55 incêndios (queda de 3%). O índice da sinistralidade em Curitiba e RM foi de 67,73%.
Estes resultados acabam impactando no preço do seguro e seria importante adotar medidas que diminuíssem acidentes e aumentassem a segurança, o que refletiria no custo da apólice, explica Ramiro Fernandes Dias, diretor do Sindiseg-PR, lembrando que o valor dos reparos, como oficina e peças, e das reposições dos veículos, no caso de roubo ou furto, é um componente que segue as variações do mercado, está sempre subindo e que as seguradoras não têm como intervir.





