Sedã EC7, um chinês tamanho família
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domingo, 26 de janeiro de 2014
Cecília França<br> Reportagem Local 
Itu - Espaço interno privilegiado e o porta-malas mais robusto da categoria são os pontos fortes do EC7, sedã médio que marca a entrada da chinesa Geely, também dona da Volvo, no mercado brasileiro. O carro foi apresentado para a imprensa na última semana, em Itu, interior de São Paulo, pelos executivos da marca e começará a ser vendido no mês de março em 15 pontos comerciais no País. Até o final do ano, a marca espera contar com 25.
Considerado "clean" pela própria montadora, o EC7 é o modelo mais vendido da categoria entre as fábricas independentes da China e o 19º entre sedãs médios naquele mercado, com 180 mil unidades comercializadas em quatro anos. Por aqui, a Geely pretende posicioná-lo na faixa dos R$ 50 mil e, apesar do motor 1.8, ele deve concorrer com sedãs menos potentes, como o Nissan Versa e o Cobalt, da Chevrolet.
Dificilmente o EC7 baterá de frente com os líderes da categoria Honda Civic e Toyota Corolla, tanto pelo acabamento quanto pela potência. No entanto, a montadora não esconde que, em um futuro próximo, quando estiver "dividindo" a mesma arquitetura modular com o Volvo V40, pretende alcançar "posição mercadológica doméstica e internacional ainda mais expressiva".
O motor do EC7 é 16 válvulas e entrega 130 cavalos de potência movido à gasolina, com torque máximo de 16,9 kgm a 4.400 rpm. O câmbio é manual de 5 velocidades e seu sistema de frenagem é de discos ventilados, com ABS e EBD. O chinês cumpre outra norma recente de segurança do mercado brasileiro: o duplo airbag, para motorista e passageiro. Também tem sistema Isofix de fixação de cadeiras para crianças.
Dimensões
O EC7 tem 4.635 mm de comprimento, 1.789 mm de largura e 1.470 mm de altura, além de entre-eixos de 2.650 mm que o colocam entre os dois líderes, Civic e Corolla. Mas o destaque das dimensões fica com o porta-malas de 670 litros, perfeito para viagens em família. O amplo espaço interno também é capaz de acomodar os cinco passageiros com muito conforto.
O próximo Geely a entrar no mercado brasileiro será o supercompacto GC2, já em abril, para concorrer com outros pequeninos, inclusive da conterrânea Cherry. Conhecido como "Pandinha", por ter o urso panda chinês como referência para o design, o hacth deve ser comercializado a partir de R$ 30 mil. Mas como os executivos da marca fizeram questão de ressaltar, a definicação dos valores só sairá às vésperas da comercialização, em virtude da "tendência de alta do dólar".
Símbolo
O logo da Geely foge da sobriedade adotada por grande parte das montadoras ao utilizar as cores preto, vermelho e dourado para compor o que eles chamam de "espírito Geely Auto". Cada um dos seis retângulos representam espírito de equipe, de aprendizagem, de inovação, combatente, realista e de perfeição, segundo dados da assessoria da marca.
As cores escolhidas lembram pedras preciosas. O vermelho significa sabedoria para construir tudo com paixão e o preto para determinar superação em tudo e em silêncio, discretamente. O conjunto, ao incluir o ouro, cria uma composição de riqueza e dignidade, determinação e sabedoria, e qualidade e paixão conceitos muito valorizados pelos chineses. (Leia mais nesta edição)
N A repórter viajou a Itu a convite da Geely.


