Sedã 406 mostra a tendência da marca francesa
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de fevereiro de 1998
Da Redação 
Fotos: Divulgação
O sedã 406 tem a missão de ser a vitrine da modernidade da marca francesa e convive no mercado com o antigo 405
O modelo 406 tem motor de 2.0 litros e 16V, com potência máxima de 135 cv e torque de 18,7 kgfm
O interior tem painel de fácil leitura e o câmbio automático mostra respostas impressionantes
O Peugeot 406 exibe as linhas que vão dar o tom da marca francesa na virada do século. Os faróis afilados, a frente agressivamente baixa e a traseira de corte ousado, com lanternas que lembram olhos felinos, vão ser transmitidos quase geneticamente para as demais séries da marca francesa - como já ocorreu com o pequeno 106. Na Europa, o modelo representou a evolução natural da família 405, mas no Brasil tem uma função mais ampla que a simples sucessão: ser a vitrine de modernidade da marca francesa.
Isso porque por aqui o 406 convive com o 405, fabricado na Argentina. A paz na coexistência das duas gerações é garantida por uma diferença substancial de preço. Como o modelo portenho entra aqui sob os benefícios fiscais do Mercosul, o preço é bem mais baixo: o sedã 405 custa a partir de US$ 25.625, contra US$ 35.737 iniciais do sedã 406.
A diferença de quase 50% no preço é fundamental para a sobrevivência do defasado 405. Sem esse apelo, dificilmente teria chances no mercado ao enfrentar o 406. O sedã traz a nova logomarca da montadora francesa com o tradicional leão reestilizado e cromado.
O design arrojado quase esconde suas amplas dimensões para o segmento de médios-grandes: 4,55 m de comprimento e 1,76 m de largura - 14 cm mais comprido e 5 cm mais largo que o 405. Como defende a condição de sedã mais requintado da Peugeot no Brasil, o 406 só é importado na versão equipada com motor 2.0 16V. O 405 chega na opção 2.0 com oito válvulas.
O propulsor do 406 tem exatos 1.998 cm3 e gera 135 cv a 5.500 giros e torque de 18,7 kgfm a 4.200 giros.
Mesmo não sendo tão potente, o modelo francês apresenta números de desempenho satisfatórios para suas pretensões familiares. Chega aos 203 km/h e acelera de zero a 100 km/h em 11,2 s na versão mecânica. O modelo com transmissão automática de quatro marchas mantém a velocidade máxima, mas sofre no tempo de aceleração, que sobe para 14,1 s.
O sedã da Peugeot impressiona pela boa quantidade de equipamentos de série. O 406 tem duas versões, ST e SV, que têm como único opcional o câmbio automático - US$ 2.500 extras. O ST mecânico custa US$ 35.737 mil e é o mais simples. Porém já vem com ar, direção, trio elétrico, air bag duplo, apoios de cabeça no banco traseiro e direção ajustável.
A versão SV é igual à ST por fora, todavia ganha mais requinte no lado de dentro - o que eleva o preço do carro mecânico para US$ 38.500. Aí incluídos freios ABS, acabamento em madeira e trava por controle remoto.


