Scooters ganham espaço no trânsito
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domingo, 24 de novembro de 2013
Emanuelle Spack<br> Especial para a FOLHA 
Curitiba - O design diferenciado, o câmbio automático, o piso para apoiar os pés, a maior proteção aerodinâmica e o espaço abaixo do banco para levar objetos têm contribuído muito para algumas pessoas trocarem seus meios de transportes tradicionais por essas simpáticas motos com espírito urbano muito marcante, as
scooters. Elas surgiram em substituição às antigas lambretas. No início de sua fabricação eram mais conhecidas como "vespas".
Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), houve um aumento surpreendente de mais de 800% nas vendas de scooters de 2007 para 2012. "A scooter facilita muito o dia a dia das pessoas, pois ela é econômica, tem uma mobilidade melhor no trânsito, é ágil e ideal para andar dentro das cidades", relata Mauricio Ramos, que trabalha com vendas e locações de motos na Phoenix Motorcycle, de Curitiba. Sobre as desvantagens, Mauricio é objetivo: "Por ser uma moto leve e com roda menor, a scooter limita seu condutor para uma viagem longa. Ela é apropriada apenas para uso urbano e de trajetos curtos".
A loja onde Ramos trabalha comercializa uma das marcas de scooters mais vendidas na Europa, a Motorino. O design é italiano, em estilo clássico, moderno, arrojado e ainda permite ao comprador customizá-la de acordo com seus gostos. "Fazemos esse serviço seguindo as leis do Detran. Trocamos o banco, mudamos as estampas, modificamos o cromado para o dourado, lanternas, espelhos, manoplas, pintura ou plotagem. Deixamos a scooter como o cliente desejar", garante o empresário. Esse serviço leva em torno de 30 dias e custa, em média, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Mas a partir de R$ 400 já é possível fazer uma customização mais simples, como a carenagem dianteira.
Jovens, empresários, universitários e pessoas que já utilizam motos maiores aderiram à agilidade da scooter. Cleudeleni Silva Andrade, 41 anos, assessora administrativa, pilota há sete anos e adora essa categoria pela praticidade de pilotar. "É um estilo que me agrada. Sua carenagem protege bem em dias de chuva e da sujeira do asfalto. Tem um ótimo espaço sob o banco para um capacete, roupas de chuva, luvas e bolsa", conta. Para ela, a única desvantagem é a retomada de velocidade em ultrapassagens.
José Augusto Cavalari, 55, analista de sistemas, possui uma scooter há 20 anos. "Comprei pelo estilo e pelas diferenças na concepção mecânica que faz com que necessitem de menos manutenção, menos troca de peças e um custo por quilômetro rodado menor em relação a outras motocicletas", explica.


