Scénic anda nas nossas ruas
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de fevereiro de 1999
Samuka Lopes 
Esta semana a Renault apresenta para a imprensa nacional, em Foz do Iguaçu, o seu primeiro produto produzido na sua unidade de São José dos Pinhais. É a minivan Scénic, que terá motor de 2.0 litros e potência de 115 cv. O motor é produzido no México e é o mesmo do Mégane. Segundo a fábrica ele é capaz de levar o monovolume à velocidade máxima de 185 km/h e aos 100 km/h em 11,5 segundos, com maarcas de 6,7 km/litro e 12,9 km/litro, respectivamente, na cidade e estrada.
O veículo não tem preço definido, mas deve ficar na faixa de R$ 25 mil. A fábrica consumiu investimento de US$ 1 bilhão. Alguns processos na Renault são inovadores, como pintura, feita com a utilização de tintas solúveis à base de água.
Hoje trabalham na fábrica da Renault 700 empregados. A idéia é chegar a 2.000 trabalhadores. O modelo Scénic é uma minivan derivada do Megáne, fabricado na Argentina. Um carro pequeno - derivado do Clio - também será fabricado no Brasil na segunda fase do investimento.
O grande destaque dessa minivan é a facilidade de alterar a configuração do habitáculo. Para isso o teto do Scénic é 15 cm mais alto do que as outras versões do Mégane, como o sedã e o hatchback de cinco portas, que são produzidos na Argentina.
A Folha Carro & Cia avaliou uma unidade francesa, equipada com motor turbodiesel de 1.9 litros, ou 1.870 cm3. Na Europa o carro roda com outras três motorizações, todas a gasolina: 1.4 (1.390 cm3), 1.6 (1.598 cm3) e 2.0 (1.998 cm3) litros.
A posição de dirigir é mais elevada, o que torna a tarefa menos cansativa. Pode se dizer que é um prazer pilotar a minivan Scénic. Na parte de trás estão colocados três bancos, que podem levar dois adultos e uma criança com facilidade, já que o banco central é mais estreito. Este banco aliás pode avançar 17 cm e o rebatimento de suas costas pode transformá-lo em uma mesa.
Se esse banco central for retirado, é possível mudar a configuração do habitáculo. Rebatendo os bancos posteriores (total ou parcialmente) amplia-se a capacidade de carga, que atinge o seu máximo com a remoção dos três bancos.
Nesse caso o Scénic assume as características de um furgão. A Renault pretende com a Scénic ganhar o mercado interno, ainda não acostumado com esse tipo de veículo. Ela foi lançada em março de 96 na Europa.
O modelo mede 4.134 mm de comprimento, 1.719 mm de largura e 1.600 mm de altura. Pode acomodar cinco pessoas. A agilidade da Scénic é conseguida pela distância entre eixos (258 cm) típica de um automóvel médio. É agradável no trânsito dentro ou fora das cidades. A posição mais alta de dirigir facilita a visibilidade, maior do que um automóvel tradicional.
O sistema de freios conta com disco ventilados na frente e tambores na traseira. ABS é oferecido como item opcional. Merece elogio o conforto dos bancos e a suspensão macia. O conjunto mecânico da Scénic é o mesmo do Mégane.
O Mégane Scénic foi eleito carro do ano na Europa em 97. Dos modelos que existem no Velho Continente só vão ficar faltando o cupê e o conversível,
que não têm previsão para chegar aos países do Mercosul.
Em todos os modelos da família Mégane, as linhas arredondadas predominam e a frente com o capô que se afila, dividindo a grade do motor em duas partes, é uma marca registrada. Mesmo a van Scenic mantém este padrão. Dos faróis em diante, como não podia deixar de ser, as versões têm identidade própria.
O propulsor a gasolina mais fraco, de 1.4 litro, gera 75 cv. O motor de 1.6 litro, com potência de 90 cv a 5 mil rpm e torque de 14,3 kgfm a 4 mil rpm. O mais potente, de 2.0 litros, gera 115 cv a 5.400 rpm e o torque de 17,5 kgfm a 4.250 rpm.
Vale lembrar que a linha Mégane já sofreu alteração de estilo na Europa, com exceção da Scénic, ainda não apresentada. Os demais modelos estão sendo expostos esta semana, durante o Salão de Genebra.


