Curitiba - As dimensões recordes para um veículo do segmento hatch compacto são a aposta da Renault com o lançamento de seu mais novo modelo, que será produzido no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O Sandero, apresentado, esta semana, no Salão do Automóvel, em Frankfurt, na Alemanha, e em um evento para a imprensa, em São Paulo, começará a ser comercializado em dezembro.
O principal apelo da Renault, no entanto, para conquistar os consumidores é a ''brasilidade'' do modelo. O Sandero é o primeiro carro com DNA 100% nacional, desenvolvido a partir da plataforma B0, a mesma em que é produzido o Logan - sedan lançado em julho - e que agregará mais um novo modelo montado no País, ainda a ser definido, com lançamento previsto até 2009. ''Pensamos em um carro que fosse sucesso no mundo, mas com foco no brasileiro'', disse o gerente de Produto da Renault do Brasil, Bruno Hohmann.
O desenvolvimento do Sandero teve a contribuição do Centro de Engenharia da América, que tem base no Paraná e reúne 750 engenheiros. Junto do Renault Design América Latina, outro novo centro que será implantado até o final deste ano, a montadora consolida mais uma etapa de seu plano de expansão, revelando seu interesse de se firmar no mercado brasileiro.
Sobre os diferenciais em relação a tamanho, Hohmann destacou que, com 4,02 metros de comprimento, o Sandero se aproxima do Golf (4,15 m), é um centímetro menor que o Fox em altura (1,53 m contra 1,54 m) - ambos da Volkswagen - e tem 2,59 m de medida entre eixos, sendo oito centímetros maior que o Punto - um dos concorrentes da categoria. Outro diferencial seria o tamanho do porta-malas (320 litros), o maior do segmento.
O design do Sandero, conforme definição da Renault, ''invoca dinamismo e robustez''. Na parte dianteira, os destaques são o desenho marcante dos faróis, as linhas agressivas do capô, e o conjunto pára-choque/grade do radiador integrado à carroceria. O desenho lateral reforça a idéia de robustez, principalmente, pela presença de largos frisos de proteção.
Três motores
Para o mercado brasileiro, o Sandero estará disponível em três opções de motorização bicombustível: as já conhecidas 1.0 e 1.6 litro, ambas 16V Hi-Flex (usadas nos modelos Clio e Logan, por exemplo) e o novo propulsor 1.6 8V Hi-Torque bicombustível, inédito na gama Renault no País e que fará sua estréia no Logan, a partir de novembro.
As três motorizações foram 100% desenvolvidas pela Renault do Brasil. A empresa assegura que são um dos poucos propulsores nacionais de série a trabalhar com qualquer tipo de gasolina, independentemente da proporção de álcool à sua fórmula. Essa flexibilidade permite que o usuário do novo modelo possa abastecer com gasolina de qualquer posto do Mercosul, sem que isso represente perda de desempenho. A gasolina vendida em outros países sul-americanos não tem adição de álcool.
A exemplo do Logan, a Renault decidiu estender para o Sandero a garantia total de fábrica de três anos, limitada a 100 mil quilômetros, o que seria inédito entre os concorrentes do segmento. A empresa não antecipou quanto custará o novo modelo.
Com o lançamento de novos modelos, o Grupo Renault dá continuidade ao processo de renovação de sua gama de veículos. Além da apresentação do Novo Laguna, que chega em outubro às concessionárias da Europa, dois novos veículos serão lançados pela empresa até o final deste ano: o Sandero, no Mercosul, e um ''cross-over'' produzido pela Samsung Motors, na Coréia do Sul, em novembro. Ao apresentar o Koleos 4x4, no Salão de Frankfurt, Alemanha, esta semana, o presidente do grupo, Carlos Ghosn afirmou que o modelo reúne o melhor da expertise Renault-Nissan. O plano ''Renault Contrato 2009'' prevê o lançamento de 26 veículos.

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