Para o coordenador de cursos do Aeroclube, Maurício F. Lolata, 34, quem tem interesse em se tornar piloto precisa fazer alto investimento, mas o retorno é rápido comparativamente a outras profissões. ''Quem termina o curso, em dois anos está pronto para adquirir experiência. E em quatro anos recupera todo o investimento feito.''
A teoria é reforçada pelo aquecimento do mercado, afirmam instrutores de vôo. Segundo eles, empresas como Gol e TAM voltaram a oferecer vagas. Além disso, outras companhias estão conseguindo autorização para operar no país.
Os especialistas dizem acreditar que um co-piloto em início de carreira pode ganhar salário entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Já um comandante recebe em torno de R$ 8 mil mensais. O ponto máximo nessa carreira é conseguir operar em linha internacional.
Mas nem tudo é céu de brigadeiro na profissão. Para o instrutor de vôo Alexandre Reis, 24, a legislação antiga causa dor de cabeça. ''O nível de segurança brasileiro é comparado ao da Europa e dos Estados Unidos, mas aqui tem muita burocracia e taxas'', arremata. Segundo ele, o DAC controla os cursos de piloto de forma intensa e constante. (R.N.)

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