Saiba porque produção da Dakota será suspensa
Alguns proprietários de Dakota estão preocupados porque, a princípio, a picape não vai mais ser fabricada este ano em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, onde está instalada a Chrysler. O motivo da suspensão, segundo comunicado da empresa, é um plano de reestruturação global, que prevê fechamento de seis fábricas e corte de 26 mil empregos em todo o mundo.
O volume de vendas da empresa, que tem uma rede de 26 concessionárias no país, também estava abaixo do esperado. Quando anunciou atividades em Campo Largo, a Chrysler estimava produzir 14 mil picapes ao ano, mas em 98 produziu 3,6 mil, em 99, 4,6 mil e no ano passado, 5 mil. A capacidade instalada de produção é de 5 mil veículos por mês.
A diretoria da montadora informou que estuda a possibilidade de substituir a produção do Dakota por outro modelo da Chrysler, ou mesmo das demais marcas da qual a montadora norte-americana faz parte. Essa medida impediria o fechamento da fábrica, inaugurada em julho de 1998, após ter anunciado investir US$ 315 milhões.
A história da empresa no Brasil começou em 1965, quando se instalou em São Bernando do Campo para produzir Dodge Polara. Cinco anos depois, no entanto, a empresa anuncia o encerramento de suas atividades no país. Em 1995, a montadora retornar ao Brasil para atuar como importadora, baseada em São Paulo.
Em 1997, a Chrysler decide se instalar em Campo Largo. A Dodge Dakota começa a ser produzida em 1998. Um ano depois, no entanto, com as vendas abaixo do esperado, a empresa entra no processo de férias coletivas.





