Se você estiver dirigindo e de repente, na sua frente, acontecer um acidente de grandes proporções, você sabe o que fazer?
Segundo o diretor médico do Siate/Curitiba, Édson Valle Teixeira Júnior, a melhor coisa a fazer é, primeiro, evitar que aconteça um outro acidente, sinalizando o local.
Com o local bem sinalizado, verificar o que aconteceu, quantas vítimas são, se estão presas nas ferragens do automóvel, enfim, qual é a situação do acidente e com essas informações ligar para o Siate. ‘‘Se a pessoa ligar e passar algumas informações, ela estará ajudando bastante o trabalho do Siate, que já vai para o local preparado para o que vai encontrar’’, explica.
Depois disso, a pessoa deve tentar confortar as vítimas, dizendo que o socorro já vem, que é importante manter a calma, que vai dar tudo certo nessa hora. Todas as frases de conforto são de extrema serventia.
Uma recomendação do Siate é que, quem estiver prestando assistência, não mexa no acidentado, a não ser que haja, por exemplo, algum risco de incêndio, de afogamento, ou então, se a vítima for um pedestre e haja risco de um novo atropelamento. ‘‘Nesse caso, deve-se tirar a vítima tracionando-a pelo eixo do corpo, mantendo a coluna o mais reta possível’’, ensina.
Se a situação não for essa, reforça Dr. Teixeira Júnior, a melhor coisa a fazer é esperar o Siate chegar. Outra recomendação é nunca colocar as vítimas dentro do carro para levá-las até um hospital. ‘‘O motorista, na tentativa de ajudar, pode levar o acidentado para um hospital ótimo, mas que não esteja preparado para atender um acidente ou não tenha condições para isso. Além do que, existe o risco de machucar ainda mais a pessoa na hora da transferência’’, explica, contando que o Siate não demora mais que sete a oito minutos para chegar até o local.
Outra recomendação do Dr. Teixeira Júnior é que, quando o Siate chegar, as pessoas devem se afastar e deixar por conta dos médicos. ‘‘A pessoa só deve auxiliar se for solicitada pelo Siate’’, explica, comentando que o Siate atende em média 1,2 mil ocorrências por mês em Curitiba, e destes, 75% são acidentes de trânsito.
A Comunicação Social do BPTran (Batalhão de Polícia de Trânsito) também recomenda que em caso de acidente, quem estiver passando naquele momento deve criar uma sinalização que evite que outros acidentes aconteçam.
Para isso vale colocar galho de árvore, ligar o pisca alerta, triângulo e tudo mais que mostre a quem está vindo que ali aconteceu um acidente e que por isso, é preciso diminuir a velocidade.
A dica dada pelo BPTran é que a sinalização fique a 30 metros do acidente, isso se for em uma reta. Em uma curva, é importante, além de sinalizar próximo ao acidente, sinalizar antes da entrada da curva, para que o condutor não seja supreendido pelo acidente muito em cima da hora.
Outra recomendação dada pelo BPTran é que, quem parar para ajudar, deve sempre enconstar o carro no acostamento ou em cima de um canteiro e deixá-lo com o pisca alerta ligado para evitar que o carro não crie outro acidente.

mockup