Curitiba - As ruas esburacadas das grandes cidades são um tormento para os motoristas. Além do desconforto na direção, o carro fica suscetível aos prejuízos com avarias, principalmente nas rodas. A batida em um buraco pode ocasionar diversos tipos de danos, como trincas, amassados e até a quebra total da peça. As trincas representam um risco maior, porque muitas vezes ficam escondidas por baixo do pneu, podendo causar graves acidentes.
A fragilidade das rodas de liga-leve, compostas por cerca de 80% de alumínio e 20% de metais como cobre ou magnésio, também agrava o problema. A resistência é bem menor que a das rodas de ferro, com risco de estragar até em buracos menores e com impactos considerados pequenos.
O problema faz crescer no mercado a procura pelas oficinas de recuperação de rodas, já que o reparo sai mais barato que a substituição da peça. Mas cuidado: o motorista pode correr perigo ao dirigir com uma roda recuperada por uma empresa sem critério ou qualificação.
"Tem que saber exatamente o que está fazendo, com técnica e experiência", alerta o proprietário da Nicolini Rodas, Márcio Nicolini. Segundo ele, há vários tipos de reparos possíveis em uma roda, desde endireitar a peça até soltar ou trocar a parte de trás. A necessidade de pintura depende do local da avaria e também do interesse do proprietário. "Alguns procuram apenas para pintar, tanto por riscos e danos externos como também por questões estéticas", revela Nicolini. Entre as cores escolhidas estão grafite, branco e até dourado. "É para estilizar o carro, deixar diferente", complementa.
Outro espaço especializado em conserto de rodas em Curitiba, a Furuta Car atende mais clientes em busca de reparos estéticos, como esfolados e riscos na pintura das peças. "São defeitos exteriores, visíveis por fora, que não comprometem a utilização da peça, mas deixa a aparência feia", explica o sócio-proprietário Alexandre Furuta. Quando um amassado não chega a trincar a roda a recuperação é simples. "Com um macaco hidráulico endireitamos a região danificada. Já quando existe alguma fenda, a extensão do problema precisa ser avaliada levando em conta a segurança do uso após o conserto", pondera Furuta.
Geralmente, as fissuras são preenchidas com um tipo de solda específica. Após serem testadas, as rodas seguem para o setor de acabamento. "O foco sempre é que o equipamento fique como novo não apenas no visual, mas também na funcionalidade", resume.
No ramo há 23 anos, Nicolini orienta que é preciso pesquisar bem antes de escolher uma loja. "A finalização de um bom serviço depende de quem o realiza. Se vai soldar a peça, por quanto tempo ela vai ficar no torno. Tudo isso é baseado em técnica, em conhecimento. Se não tiver isso o serviço não fica bom", avalia. Para ele, uma dica é acompanhar o trabalho. "Se o proprietário observar o que está sendo feito na roda do carro dele, vai ter ideia da confiabilidade do que foi executado", sugere.

mockup