A Peugeot sabe bem dosar esportividade e requinte em seus modelos. Uma prova disso é o amplo pacote de série do 308, que inclui luzes diurnas de LED e teto solar panorâmico já na versão de entrada, Active. A posição de direção e a alta qualidade dos materiais utilizados internamente são pontos já conhecidos e exaltados no francesinho.
Em parceria com a concessionária Ópera, de Londrina, testamos o hatch médio em sua versão Active 1.6, com câmbio manual de cinco marchas, e reiteramos seu potencial dentro do segmento. Relativamente novo no mercado brasileiro (lançado em 2012), o 308 tem como principais concorrentes o Focus e o Cruze, recentemente remodelados, em suas versões hatches, além do lendário Golf.
Para ganhar espaço nesse nicho, o francês oferece um conjunto mecânico que agrada, aliado ao conforto dos bancos esportivos (de couro, na versão topo, Griffe), volante de couro, amplo espaço interno, porta-malas suficiente para viagens e, mais uma vez, o teto solar panorâmico, que contribui para a sensação de amplitude interna.
Quando considerado o preço, o 308 merece uma boa olhada. Na versão inicial, que testamos, ele é vendido a partir de R$ 62.290, importantes R$ 5.610 mais barato que a primeira do líder do segmento e praticamente empatado com a versão de entrada do Bravo, da Fiat, de acabamento inferior. O cuidado com o espaço interno do 308 se revela no primor dos detalhes, como os botões emborrachados e o suave enchimento nas portas, que deixam o toque mais agradável.
Encontrar a melhor posição para dirigir o hatch é tarefa fácil, com os ajustes manuais de altura e encosto dos bancos. A postura privilegiada, obviamente, é a esportiva, no entanto, o volante tem dimensões maiores que no 208, por exemplo, e o painel é clean, deixando clara a opção pelo requinte. A versão que dirigimos não trazia GPS acoplado ao sistema multimídia, mas ele vem de série na topo de linha.
O câmbio manual da versão testada (ele pode ser automático de seis velocidades a partir da intermediária Allure 2.0) favorece a "pegada" esportiva. O encaixe é bem preciso, lembra os antigos joysticks de videogames, e transmite firmeza e controle ao motorista.
O isolamento acústico é outro ponto positivo do 308, no entanto, ouve-se um leve "assobio" na última marcha, muito baixo, mas perceptível com o ambiente silencioso. Imperfeições no asfalto também não parecem ser problema para a suspensão do hatch. O único "senão" vai para a frente, levemente rebaixada, sujeita a raspar em elevações.
Não há opcionais na versão Active. GPS e sensor traseiro estão disponíveis na versão topo de linha, Griffe THP, com motor turbo 1.6, vendida a partir de R$ 80.490. A Allure 2.0 sai por R$ 72.590. No ano passado, o 308 emplacou 5.574 unidades, alcançando 5,4% de participação de mercado no segmento. Com a versão de entrada mais equipada, oferecida já com multimídia e outros equipamentos, ele deve conquistar mais. E merece.

Beleza e comodidade

O amplo espaço traseiro e a facilidade para entrar na cabine do hatch nos chamou a atenção no 308, uma vez que os esportivos não costumam privilegiar estas duas características, por serem muito baixos.
O porta-malas de 430 litros também acomoda bagagem suficiente para uma viagem curta, e não apenas as compras no supermercado.
A alavanca acoplada à coluna de direção, por meio da qual conseguimos sintonizar rádios e controlar o volume e as ligações por telefone, fica exatamente atrás do volante, o que favorece o design, mas nos deixa sem visão no momento de selecionar as opções.
À noite, luzes brancas se acendem e deixam o painel do 308, composto por letreiros bem visíveis, muito bonito. O hatch médio oferece quatro opções de cores para a carroceria: vermelha, branca (acresce R$ 590 ao preço final), cinza e preta (ambas por R$ 1.190). (C.F.)

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