Renovação de frota barra nos empresários
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de janeiro de 1999
Da Redação 
Divergências entre fabricantes de veículos e concessionárias impediram, mais uma vez, um acordo sobre a proposta de renovação da frota do Estado de São Paulo - vale lembrar que o exemplo pode ser seguido pelos demais Estados. Desde o início do mês os empresários desses dois setores não conseguem chegar a uma proposta sobre como cada parte abriria mão de parte de seu lucro. Na última reunião, realizada no dia 22 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes, houve até mesmo troca de duras críticas em voz alta entre os representantes das montadoras e das concessionárias.
Ao término de quatro horas de reuniões, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, assumiu um ar otimista dizendo que o acordo estava praticamente conclcuído. Segundo ele, a partir do dia 15 de janeiro as montadoras e as concessionárias fariam apenas reuniões para decidir como compartilhar sua participação no bônus. Ou seja, qual seria o desconto dado por cada setor.
O Astra é o mais novo produto da General Motors no mercado; para o diretor da GM e presidente da Anfavea, Pinheiro Neto, o acordo está praticamente concluídoMas quando o presidente da Federação Nacional dos Fabricantes da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Hugo Maia, saiu da reunião, as divergências ficaram evidentes. É impossível fechar um acordo porque a Anfavea não representa a decisão comercial de seus associados, disse Maia, atribuindo o otimismo de Pinheiro a uma característica pessoal.
Talvez ele ache que é mais importante que o resto do mundo, complementou, admitindo que durante a reunião houve umadiscussão pesada entre ambos. De acordo com Maia, ele, como presidente da Fenabrave tem plenos poderes para representar seus associados, o que não aconteceria com Pinheiro.
Assim, a partir do dia de amanhã, cada uma das quatro grandes montadoras terá reuniões isoladas com sua rede de concessionárias, em busca de uma solução para o impasse da redução do lucro. Talvez a primeira que feche o acordo dê um bom exemplo para as outras, puxando uma decisão em conjunto, sustentou Maia.


