Um mesmo carro, fazendo o mesmo percurso, mas com motoristas diferentes pode apresentar níveis de consumo de combustível e de desgaste de peças diferentes. O segredo está no estilo de direção de cada pessoa.
O instrutor do Sest Senat, Alfredo Lepri, explica que todo veículo tem por trás de seu desenvolvimento um projeto e, para se conseguir o melhor rendimento, é preciso que o condutor aplique aquilo que é recomendado.
Quanto ao consumo de gasolina, por exemplo, ele adianta que o trânsito urbano apresenta duas características que aumentam as chances de um consumo elevado. As arrancadas e os momentos de marcha lenta - quando o veículo está parado - são, segundo ele, os grandes vilões de uma direção eficaz e econômica, quando se tem o consumo sem o mesmo rendimento. ''Isso é colocado em evidência, principalmente, nos semáforos e preferenciais'', afirma.
Lepri diz que é fundamental para o motorista adotar algumas medidas, como por exemplo, reduzir a velocidade quando perceber que o sinal está fechado. Dessa forma, haverá tempo suficiene para que o sinal abra sem que se precise parar totalmente o veículo. ''Nem sempre andar rápido é econômico, assim como nem sempre andar lentamente vai garantir isso'', observa.
Ele acrescenta que cada automóvel apresenta um rendimento natural, conforme a sua potência. No entanto, algumas medidas práticas ajudam a tirar o melhor de cada veículo.
Além de procurar manter um fluxo de velocidade parecido durante o percurso, é interssante ter um planejamento de obstáculo bem definido. ''Escolher um trajeto para o trabalho que tenha um menor número de semáforos é uma solução para aplicar esse planejamento'', exemplifica.
A recomendação é fazer a manutenção preventiva do veículo com frequência - pelo menos de 6 em 6 meses - e não utilizar no carro uma quantidade de carga, além daquela que ele pode aguentar.
Um mau hábito adotado por boa parte dos motoristas é levar o carro na ''banguela'' em alguns trechos, porém Lepri alerta para os riscos dessa medida. ''Nos carros de injeção eletrônica andar na banguela não representa economia alguma. Pelo contrário, fazendo isso, além de o veículo consumir mais, o motorista coloca em risco a sua segurança já que compromete a eficácia da atuação do sistema de freios.''
O analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-Brasil), Gerson Burin, acrescenta que o condutor deveria ler o manual do proprietário para conseguir o melhor rendimento do automóvel.
Nele há informações, por exemplo, sobre qual a marcha correspondente à velocidade imprimida pelo automóvel, como também a pressão indicada para os pneus. ''O motorista brasileiro tem o mau hábito de não ler o manual dos veículos. Com isso, o rendimento do carro é totalmente prejudicado e há um desgaste maior das peças'', pondera.

Imagem ilustrativa da imagem Rendimento do veículo depende do estilo de direção
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