O presidente mundial da Renault, Louis Schweitzer, disse sexta-feira em Curitiba que a empresa prevê vender 25 mil automóveis este ano no Brasil, três vezes mais do que foi vendido no ano passado. ‘‘O objetivo é continuar com esse ritmo de crescimento’’, afirmou Schweitzer, que também visitou as obras da fábrica da montadora em São José dos Pinhais, acompanhado pelo governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL).
A Renault é detentora de apenas 1% do mercado de automóveis no País. A previsão de Schweitzer é alcançar entre 5% e 6% no final do ano 2000. Para isso, a empresa deve investir 2% de seu faturamento em marketing. A publicidade da Renault terá como astro principal o Mégane Scénic, que será fabricado no Brasil a partir do segundo semestre. ‘‘É um carro que transcende fronteiras’’, afirmou o presidente da montadora francesa.
Schweitzer disse que a política geral da Renault é buscar o ‘‘crescimento rentável’’. Segundo ele, um dos elementos que ajudam a atingir esse objetivo é a capacidade de desenvolver produtos inovadores. ‘‘Todos os concorrentes já anunciam para o ano 2000 uma imitação do Scénic’’, afirmou o presidente.
A internacionalização da empresa também contribui para o crescimento, segundo ele. Além do investimento no Mercosul, a Renault também tem projetos para a Rússia e a Ásia.
A Renault, segundo seu presidente, procura a competitividade priorizando a qualidade dos produtos e diminuindo os prazos entre os lançamentos na França e fora da Europa. ‘‘Essa será uma política constante também no Brasil’’, afirmou.
A rede de concessionárias da Renault está com 85 pontos no Brasil, devendo crescer para 125 no próximo ano e alcançando 150 no ano 2000. Segundo ele, os lucros dos investimentos que a Renault tem feito no País começarão a aparecer somente em 99. ‘‘Nesse ano vamos ultrapassar o ponto zero, só não sei em que mês.’’
Schweitzer disse que a queda nas vendas de automóveis nos últimos meses não tem afetado a Renault, em razão de sua participação ser pequena. Ele afirmou que a empresa está estudando a possibilidade de praticar juros menores que os de mercado.
Schweitzer também estuda com o Banco Real uma forma de facilitar o crédito no Brasil.

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