Renault quer aumentar partifcipação
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sábado, 03 de junho de 2000
Da Redação 
A Renault iniciou em 1995 uma estratégia de crescimento rentável no Mercosul. Usando sua forte participação no mercado argentino como trampolim, a empresa implementou sua ofensiva no Brasil. A meta da montadora de origem francesa é vender 320 mil veículos por ano em 2005. Para isso, está investindo US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 2,7 bilhões) desde 1996 até 2001.
A expansão da marca no Mercosul se fundamenta numa base de fabricação que em breve contará com quatro linhas de montagem e duas fábricas de componentes mecânicos.
No Brasil a base de fabricação, em São José dos Pinhais, conta, atualmente, com uma montadora dedicada a carros de passeio (capacidade para 120 mil veículos/ano) e uma fábrica de motores (capacidade de 280 mil motores/ano). Outra montadora deve começar a operar em 2001 e produzirá veículos comerciais leves (capacidade de 50 mil unidades/ano). No início irá montar o Renault Master e o Nissan Frontier.
Na Argentina, a fábrica de Córdoba monta carros de passeio e veículos comerciais leves (capacidade de 130 mil unidades/ano). A Renault também monta veículos no Uruguai e tem uma fábrica de caixas de câmbio no Chile.
Mesmo com o mercado em baixa, a participação da marca no Mercosul cresceu para 6,3% em 1999, com vendas de aproximadamente 110 mil veículos. A Renault consolidou sua liderança na Argentina (19,2% do mercado) e duplicou sua participação no Brasil em um ano, com a venda de 32.500 veículos, ocupando 2,7% do mercado em 1999. Atualmente é a quinta marca do Mercosul. A rede conta com 75 lojas e pontos de venda na Argentina e mais de 100 concessionárias no Brasil.
A entrada da Nissan no Mercosul está apoiada pela forte infra-estrutura industrial e comercial da Renault. De acordo com os executivos da montadora, serão criados 600 novos postos de trabalho diretos e aproximadamente 3 mil indiretos. Os descendestes de japoneses terão prioridade na contratação.
Para Pierre-Alain de Smedt, vice-presidente executivo do Grupo Renault, o Mercosul é, definitivamente, um mercado-chave no futuro. Quanto à aliança entre a montadora francesa e a japonesa, Smedt explica que a Renault irá fornecer todo o apoio comercial e industrial necessário, para que a Nissan expanda a sua presença nos mercados do Mercosul a um custo mínimo e irá permitir que o Grupo se beneficie ao máximo com o crescimento geral esperado na região.


