Curitiba - Com a inauguração da ampliação de sua fábrica de veículos no Complexo Ayrton Senna, na última quarta-feira, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (RMC), a Renault vai aumentar a capacidade produtiva de 280 mil para 380 mil veículos por ano. A nova planta ampliará a produção dos modelos Duster, Sandero e Logan, de 220 mil para 320 mil, enquanto que a fábrica de comerciais leves mantém sua capacidade em 60 mil veículos por ano.
A conclusão deste projeto resulta de investimentos de R$ 500 milhões e faz parte de um plano total de R$ 1,5 bilhão que serão investidos até 2015, anunciado em outubro de 2011 pelo presidente mundial da marca, Carlos Ghosn.
Segundo dados da empresa, todas as fases do processo produtivo foram contempladas com as obras de expansão, como estamparia, carroceria, pintura, montagem, logística. Por exemplo, na área de carroceria foram instalados 64 novos robôs e 295 pinças de solda, além de outros equipamentos. Já a área de pintura ganhou 42 novos robôs e a área de montagem, que representa a fase final do processo de produção, foi aumentada em 75%, passando de 16 mil metros quadrados para 28 mil metros quadrados. Com esta ampliação também foram gerados 1,2 mil novos empregos, totalizando 6,5 mil vagas diretas.
Conforme o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murguet, as vendas da marca cresceram 24% em 2012 no País, tornando-se o segundo maior mercado do mundo para a empresa. ''É um momento histórico para a empresa porque as vendas vêm crescendo continuadamente. Atingimos a quinta posição entre todas as montadoras do País e, com este novo investimento, a tendência é batalhar para conseguir novos resultados'', destacou. ''Com esta nova obra estamos atingindo nossos objetivos que são a ampliação da capacidade produtiva, a renovação e ampliação da gama de produtos, e a expansão da rede comercial. É praticamente uma nova fábrica dentro da fábrica'', completou Murguet.
Denis Barbier, vice-presidente da Renault para as Américas, reforçou que o crescimento da marca no País se reflete na América Latina. Ele ressaltou que no ano passado, em todo o continente, foram vendidos 450 mil veículos, um crescimento de 14% em relação a 2011. Deste total, 241 foram comercializados somente no Brasil. ''Nos últimos três anos nossas vendas mais que dobraram e isso é extremamente importante. Isso nos coloca entre as montadoras do primeiro nível do País'', disse.

Londrina
Em Londrina, a Fórmula Renault aposta em um bom ano e para tanto promete trabalhar com taxa de juros a 0%, acompanhada dos lançamentos de séries especiais de veículos já consagrados da marca, como o Duster Tech Road e o Fluence GT - versão turbo da série e com design esportivo - , além da reestilização da Sandero GT Line e o Clio.
Segundo o gerente comercial da Fórmula Renault, Luiz Henrique Baravieira, a média de venda mensal da concessionária varia entre 100 e 110 unidades e o Duster representa 34% desse total, sendo o carro mais comercializado pela marca no mercado local. ''A Renault já atua há um tempo no Brasil e adquiriu a confiança do consumidor. Esses carros devem manter a boa média de vendas que temos'', aposta Baravieira. (Colaborou Vinícius Fonseca)

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