A Renault está em busca de um novo combustível para o futuro. Junto com outros cinco parceiros europeus, a empresa iniciou em 1994 o projeto Fever, um estudo de tração elétrica alimentada por pilha de combustível. A Renault espera que já em 2001 veículos deste tipo estejam andando pelas ruas.
Fever é um veículo de propulsão elétrica cuja energia é produzida a bordo por uma pilha de combustível. Alimentada em hidrogênio e aproveitando o oxigênio do ar, a pilha de combustível produz - por reação eletroquímica entre esses dois elementos - uma corrente elétrica rejeitando somente a água e o azoto do ar. As 135 células da pilha do Fever desenvolvem assim uma potência de 30 kW e sob uma tensão de 90 V. Mais do que a procura do desempenho puro, o desenvolvimento desta pilha foi conduzido por considerações de realidade industrial.
A seguir um conversor eleva a tensão da corrente para 250 V. A concepção específica deste conversor permitiu por outro lado atingir uma rentabilidade de 92% de seu funcionamento.
A corrente alimenta o motor elétrico síncrono de rotor bobinado encarregado de arrastar as rodas do veículo. Este motor está associado a uma transmissão de relação fixa, permitindo atingir rentabilidade elevada - da ordem de 90% a 92% de seu funcionamento.
O funcionamento e o controle dos sistemas são gerados por um supervisor. Esta calculadora central específica é também encarregada de aplicar aos subsistemas as ordens ditadas pelas estratégias de gestão da energia, que foram elaboradas e ajustadas por simulação numérica. Assim, um conjunto de baterias NiMH localizado na frente garante a partida dos auxiliares da pilha e recupera a energia durante as fases de frenagem do veículo, trazendo um acréscimo de potência durante as acelerações e nas subidas grandes.
Os 8 quilos de hidrogênio necessários ao funcionamento da pilha são estocados sob forma líquida a 253 graus negativos em um reservatório criogênico. Esta solução permitiu alcançar uma autonomia de 400 km no Fever.
Segundo a Renault, o projeto Fever é apenas uma etapa para o desenvolvimento e o aprimoramento de outras técnicas inovadoras, para torná-las, nos menores prazos possíveis, comercialmente atraentes.DivulgaçãoA Renault conseguiu produzir uma pilha de combustível com autonomia para rodar 400 kmMauricio Della Barba

mockup