Relíquias marcam fases da vida do empresário
Zeca Lopes já teve uma coleção expressiva, mas atualmente guarda na garagem apenas quatro relíquias. ''Esse negócio de funcionar uma vez por semana não resolve. Tem que andar com o carro para não estragar'', definiu.
Todos os carros que resolveu manter na garagem após vender algumas peças têm alguma relação com sua história de vida. O Chrysler Roadster é o que está há mais tempo na garagem. Somados a ele estão outros três modelos impecáveis.
O Galaxie 500 LTD azul metálico de 1976 chama atenção pela placa preta e estado de conservação. ''Ele pertenceu ao meu pai que comprou zero. Tem apenas 39 mil quilômetros rodados'', conta o empresário, que reformou a máquina há cinco anos.
Já o Jipe DKV Candango, de 1960, também guarda um pouco da história do empresário. Ele ganhou o veículo ainda jovem e foi sua primeira condução, em 1963. ''Meu pai comprou uma fazenda e o jipe estava lá abandonado. Reformei e foi com ele que comecei a vida'', recorda ele, que acabou se desfazendo do carro anos depois.
O curioso é que depois de um certo tempo ele resolveu encontrar o Candango. ''Coloquei um 'perdigueiro', um amigo que procurou por toda parte até encontrar numa oficina perto do Hospital Universitário. Ele estava sendo restaurado. Resolvi fechar um negócio e depois que terminou coloquei de volta na coleção'', comenta.
Da coleção que já abrigou carros ingleses, alemães e americanos ficou apenas o xodó, uma Mercedes Benz 230 SL Conversível, a popular Pagode. E ele não titubeia em sair com a relíquia pelas ruas aos sábados pela manhã.
''Sempre gostei de carro. Minha vida inteira fui fanático por carros. Acho que é porque está no sangue há muito tempo. Não consigo me imaginar sem meus carros'', arremata. (R.O.)





