Reifor luta para ganhar mercado
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sábado, 20 de setembro de 1997
Samuka Lopes 
Paulo WolfgangO tricampeão Nelson Piquet, ao lado do gerente geral da Reifor, Maurício Garcia Cid (D)Depois de conquistar a Iso 9001, a Baterias Reifor, com sede em Londrina, procura aumentar sua participação não só no mercado nacional, mas também em toda a América Latina. Quem explica é o gerente geral da empresa, Maurício Garcia Cid: a disputa pelo mercado é muito forte. Precisamos nos capacitar para atender a todos com a melhor qualidade, sem esquecer do bom preço.
Pensando assim, Maurício Garcia foi buscar aliados para qualificar sua empresa a nível internacional. Na última sexta-feira, o tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, esteve em Londrina para participar do lançamento da campanha de marketing da fábrica, que busca melhorar a imagem da marca das baterias Reifor no mercado.
Piquet elogiou os novos produtos da marca. Por US$ 300 mil, ele é exclusivo da marca Reifor para assuntos bateria. Com o slogan A bateria do tricampeão, a Reifor apresentou a campamha que será feita através de peças publicitárias para jornais e revistas especializadas, além de cartazes que serão afixados nos 55 distribuidores do produto. Aliás, o lançamento dos dois novos produtos da Reifor coincidiu com a V Convenção dos Distribuidores Reifor.
O mercado de reposição é o grande filão onde a Reifor quer ampliar suas garras. Hoje a empresa detém 6% de participação nesse segmento no Brasil. Está entre as cinco maiores fabricantes de baterias no País. Vale lembrar que existem 400 fábricas do produto no território brasileiro. Dez são mais representativas. A líder não tem mais de 12% desse nicho. A Refior quer aumentar suas vendas em 12% nessa área.
Paulo WolfgangA bateria Lock System é um lançamento da Reifor que funciona como um sistema antifurto
A Reifor pensa alto. Quer entrar no seleto clube dos fornecedores para as chamadas montadoras de automóvel. Para isso foi buscar tecnologia no exterior. Possui um contrato de parceria com a marca francesa Steco/Autosil, que já fornece baterias para a Renault francesa.
Lá, a Reifor conseguiu um novo design para o produto R-40. Antes a bateria tinha 36 Ah (amperes). Agora chegou aos 40 Ah. E a tampa ainda tem uma alça que facilita a locomoção e instalação. Foram gastos US$ 50 mil nesse projeto. Com 10% a mais de energia, o produto irá custar 5% a mais que a bateria normal, hoje vendida por aproximadamente R$ 60.
A Reifor também está lançando um novo produto. É a bateria chamada de Lock System. Na prática, é um sistema de segurança do veículo. Para o ladrão levar o carro, terá de ter na mão uma outra bateria e colocá-la no veículo que está tentando roubar. Através de um alarme comum, o proprietário do carro pode ativar ou desativar o sistema. Custará aproximadamente R$ 120. 50% a mais que o produto normal. O segredo está na tampa, onde um chip de computador comanda a transmissão ou interrupção de energia.
Os negócios com as montadoras estão adiantados. Até março
a Reifor deve receber a resposta da Renault, quando pode ser qualificado com um dos dois fornecedores da marca francesa, que produzirá no Paraná os modelos Mégane Scénic e o multiuso Kangoo. Também aguarda respostas da Volvo e da Ford.


